quarta-feira, 2 de agosto de 2023
domingo, 13 de maio de 2018
domingo, 24 de novembro de 2013
DMT a partícula de Deus.
A história começa a muito tempo atrás, bem antes da minha iniciação na grande ciência da psicologia, pois desde que nasci fui sendo introduzido no conhecimento espiritual por meus familiares que comungam da doutrina espírita. A partir desta iniciação, passei a perambular de filosofia em filosofia, ciência em ciência, doutrina em doutrina, na esperança de encontrar algo que pudesse me mostrar um caminho a seguir, um parâmetro de continuidade, um sentido, um destino. Mas de forma meio aleatória a minha busca foi agregando outras coisas, pois o conhecimento somado obviamente resultaria em algo diferente de tudo o que encontrei até então e isso é uma construção minha.
O fato é que, em um momento de crise eu me deparei com sérias limitações em minha forma de compreender e viver no mundo, a minha terapêutica estava em ruinas, a casa estava velha e suja. Está contradição era implacável e me levou ao desequilíbrio muitas vezes e de forma intensa corroía minha alma, dilacerava meu espírito, e tragava meu corpo me enfraquecendo de muitas maneiras distintas. Como uma sede que não sedia a nada, uma febre sem esperança de cura, uma guerra interna que fatalmente teria que ter um desfecho ou me aniquilaria de qualquer maneira, tragando minha individualidade no nada coletivo.
A esperança nas terapias estava descartada, afinal eu já havia procurado muitas delas e julguei que nenhum tratamento era indicado para o meu mal estar. Não era depressão, nem ansiedade, não era trauma, nem complexo, nem nada que pudesse ser descrito num compêndio de saúde qualquer que fosse. Até porque os meios de tratamento que me haviam sido apresentados deixavam uma brecha através da qual não poderia deixar de escapar. Tal falha era o fato de que esses métodos de terapia, ou ajuda, ou tratamento (chame como quiser), não tinham espaço para o tratamento da minha questão, que era do espírito, e não da mente, da personalidade, do corpo, sendo que o mais razoável que eu poderia aceitar seria o tratamento da alma, considerando que tais tratamentos são muito mais comuns em doutrinas e religiões, que em terapias convencionais ligadas à psicologia, psicanálise, e etc.
Foi então que percebi que meus dias de terapeuta estavam contados, ou pelo menos eu teria que saber separar muito bem o terapeuta de outra coisa qualquer que já despontava em mim. Coisa essa que definitivamente não era nada relacionado ao meio da saúde, tal como a prática da saúde é instituída em nossa sociedade atual, mas que interferia de maneira definitiva sobre todos os campos da minha vida, e mais especialmente sobre a minha convicção em ser ou não um psicólogo capaz e competente. Pois bem a divisão de águas estava clara para mim, bastava então saber que rumo tomar, o que buscar para preencher a lacuna que faltava, pois sem solucionar está questão critica eu não podia seguir.
Depois de muita meditação e ponderação sobre o tema, me deparei com um apelo no youtube sobre xamanísmo, e de pronto pensei: “mas o que é isso rapaz?! Você vai começar a procurar nessas práticas?! É o fim da picada”.
Mas algo aguçou minha curiosidade, e me fez seguir em direção ao conteúdo do tema, abrindo paginas e mais paginas que podiam ser pesquisadas e que me dessem informações sobre tais práticas. Então a curiosidade virou busca, a busca virou sede e a sede não ia cessar sem uma resposta plausível, que justificasse a minha adesão à ideia, mesmo que fosse parcial, ou teria que aceitar a desistência e descarte da ideia. Até que numa dessas paginas comecei a ler sobre um princípio ativo chamado DMT (Dimetiltriptamina), encontrada em um chá comumente chamado de ayahuasca, um tipo de poção mágica indígena antiga, que é conhecida popularmente por ter o efeito de “expandir a consciência”. Eu me dizia o tempo todo: “garoto, você está muito mal mesmo, olha só com o que você está perdendo seu tempo, um enteógeno, uma droga, pare já com isso, pois isso não vai te levar a nada”!
Depois de ler muito a respeito do tema, de fuçar em tudo que pude encontrar, de classificar o princípio ativo, ler a respeito de muitos casos, dos efeitos colaterais e de mais de um milhão de coisas, eu estava muito mais interessado do que antes. Foi então que conclui que talvez tenha chegado a hora de viver algo diferente.
Quero deixar claro que tais rituais iniciáticos, ou cerimonias de passagem e iniciação não eram nenhuma novidade para mim. O que talvez não seja verdade para todos. Digo isso pois qualquer um que se atreva a buscar tais práticas, deve no mínimo ter em mente que não é algo muito confortável, para muitos é pavoroso, terrível e de fato aniquilador, portanto não quero que ninguém pense que estou encorajando tais práticas. Muito pelo contrário, tenho em minha mente a firme convicção de que tais práticas não são para todos, e que em muitos casos elas podem ser mais iatrogênicas que terapêuticas.
O fato de postar nesse blog o atual texto, é pura e simplesmente pelo fato de que eu quero postar e acabou-se. Não tenho porque me desgastar com explicações que não deixariam nada claro, e quero dizer que aqueles que não estiverem interessados nesta publicação tem a opção de não ler o artigo e pronto. Simples assim.
Já que foi feita a devida introdução ao tema, quero passar a relatar o que pode ter sido a maior descoberta de minha vida depois que aprendi a amarrar o cadarço do meu sapato com uns anos de idade.
Pois bem, consegui, nem me lembro como, um contato com um grupo de pessoas, que supostamente “comungavam da ayahuasca “, depois de algumas ligações e apresentações ficou tudo acertado para que eu pudesse participar de uma dessas reuniões, a qual passo a descrever apenas com os detalhes que interessam, a fim de preservar outros detalhes e pessoas que não vem ao caso trazer a público, afinal eu fui prontamente acolhido e ajudado, de uma maneira impressionante pelo grupo. E não pedi permissão para falar em nome deles. Seria antiético e desonesto falar abertamente aqui do que se passou. Mas algumas coisas pessoais a respeito do ritual e do que vivenciei lá, creio que não tenho porque não contar, tendo em vista que são coisas que se pode encontrar em qualquer site que fale do assunto.
Já no recinto do ritual, após uma pequena palestra - que serviu mais como orientação aos novos participantes - que teriam que ser informados a respeito de muitos pontos da prática, ficou determinado que se iniciaria o ritual, como esperado pela comunhão da bebida, ou seja, a ayahuasca foi servida a todos e depois iniciou-se uma dança ritual. O som embalava a dança e no inicio confesso que não sentia nada diferente, mas cerca de meia hora depois e ao fim da dança, fomos todos acomodados em cadeiras ou em colchonetes no chão, foi quando me dei conta de que algo muito diferente acontecia em mim. Algo que não é possível explicar em poucas ou talvez em muitas linhas. O coração batia forte, o suor escorria por entre o couro cabeludo, resultado do aquecimento proporcionado pela dança, mas havia algo mais, uma pressão intensa no topo da cabeça e na testa me fazia sentir como se uma corrente de alta voltagem passasse direto pela minha cabeça e se espalhasse pelo meu corpo todo que reagia de forma frenética e quase incontrolável ao impulso que vinha de cima. Era como se minha consciência se comprimisse na cabeça em pontos específicos, ou mesmo se ligasse ao meu corpo por ali.
Sons, a luz das velas, a sensação interna e a percepção de espaço e tempo se tornaram difusas e intensas, como se eu tivesse mergulhado em um outro campo, onde o peso da minha capacidade de perceber tivesse sido completamente alterado e ampliado. Mas não era apenas uma alteração neurológica, como as causadas por qualquer outro tipo de psicoativo. Até porque um enteógeno não é o que se pode classificar resumidamente como um psicoativo comum. Mas nem vou me dar ao trabalho de discutir dados técnicos que só interessam a um farmacologista aqui neste texto. O que mais chama a atenção a princípio é que uma força alheia a qualquer tipo de vontade física ou externa toma conta do cenário da consciência, e essa força é, nada mais nada menos que o “eu”, um eu verdadeiro, um self que não está mais revestido de qualquer máscara, ou persona, como diria Jung.
O aparecimento do eu no centro do palco da consciência é de longe a experiência mais intensa que alguém pode ter, é como se a mente se separasse totalmente do eu, e o eu já distinto da mente pensante e racional, pudesse fazer da mesma apenas uma sombra de si mesmo, uma ferramenta, como um computador sofisticado que tende a não parar de calcular e dar respostas. Mas nada disso acontece sem uma batalha intensa que se trava no interior. Uma batalha pelo controle, pela posse e cuidado da consciência, pelo espaço e domínio de algo que agora não era mais possível de ser dividido com a mente.
Como já era de se esperar, pelo menos no meu caso, o eu tinha que sair vitorioso, o eu tinha que derrotar as artimanhas da mente, um tipo de macaco tagarela que se intrometia em tudo e tentava a todo custo reassumir o controle de um território que não lhe pertencia.
O que é muito comum para a maioria das pessoas, mas não foi o meu caso, sendo que “não se sai dessa batalha sem entrar em um conflito devastador, com sigo mesmo", coisa que se externa na forma de um, ou vários vômitos, diarréias, e outros tantos tipos de somatizasões estranhas, bizarras a um observador despreparado. No meu caso, já estando acostumado aos meandros da meditação profunda e do estudo analítico, não foi dificil, nem incomodo travar essa batalha, foi ao contrário prazeroso. Mas ao observar os outros participantes, era como se eu pudesse a partir do meu eu verdadeiro olhar através de suas roupagens fisicas e ver o drama que se desenrolava em seus interiores. Verdadeiros espasmos do self, que se estranhava profundamente e muitas vezes levava os companheiros a projetar no corpo conteúdos que eram com certeza de fundo emocional. Tais manifestações de dor da alma, eram como que atualizações de estados doentios, fixações, regressões e outras psicoses de menos valia, mas que atam o sujeito a um plano de existência muito infantilizado e inconsciente. O problema de entrar em contato com esses conteúdos e passar por tais sintomáticas é que o self tende a se manter fixado nas projeções involuntárias da mente e isso causa desconforto, náusea, espasmos, tensões, ansiedade, depressão, e todas as psicopatoses de manifestação de crise que alguém possa experimentar. É simples resumir dizendo que a dor é a paixão da alma que insiste em se prender a um estado enfermisso e vicioso, confortável mas completamente acrisolado.
Uma coisa que fica bastante clara é que a mente faz ressurgir de forma ininterrupta, conteúdos com os quais não temos a mínima disposição de entrar em contato, e tais forças internas tentam sufocar de todas as maneiras o eu, seja na forma de projeções de emoções extremamente regredidas e intensas, que podem causar desde uma náusea, até a sensação de quase morte, passando por muitas outras experiências internas. Como por exemplo, o reviver de situações extremamente embaraçosas, vexatórias, desconfortáveis, e até produzindo alucinações de morte, de insetos percorrendo a pele, de vermes entrando ou saindo de orifícios no corpo e muitas outras manifestações que esmagariam um ego frágil ou cindido e que levariam um psicótico a um surto incontrolável e de consequências desastrosas para a saúde e o equilíbrio mental. Mas para aqueles que tem um ego suficientemente fortalecido, a ponto de se livrar das armadilhas propostas de forma insidiosa, ininterrupta e intensa pela mente, o perigo está descartado, e o resultado é conhecido por todos como um tipo de ganho, chamado de “limpeza”. A crença é de que tal movimento é como se fosse um expurgo de tudo que é ruim e que nos pode atrapalhar em nossa vida interna e externa. No meu caso penso nisso como uma oportunidade de conhecer meu self, que senti como um deus interno, algo imortal, algo sobre humano, e que é preexistente a qualquer tipo de concepção mental, da mais primitiva até a mais sofisticada. Isso por si só já é a solução de muitos de meus conflitos, e resulta nunca sensação de continuidade, como se esse deus interno pudesse ser acessado a qualquer momento, já que depois de expandida a tal nível, a experiência da consciência não pode mais ser apagada, ou seja, não se pode retroceder no que se viveu.
Gostaria de frisar que tal prática é muito mais intensa é poderosa para o self, ou ego, chame como quiser, do que milhares de anos de terapia ou análise. Mas os resultados falam por si mesmos, o que me alivia do fardo de ter que defender tais práticas. Sendo assim deixo outra coisa muito clara, “não quero falar a respeito dos resultados terapêuticos que observei ali, fosse em mim ou em outra pessoa, que estivesse participando, ou mesmo que tenha chegado ao meu conhecimento através do relato de caso. Para isso recomendo aos pesquisadores que arregacem as mangas e procurem como eu. Vivam e formulem suas próprias opiniões a respeito, e por favor, não saiam por ai apontando para algo que não conhecem, de forma critica, lembrando que não é só porque uma coisa é diferente, que tem que ser necessariamente ruim, ela só é diferente, e ponto, simples assim. Só quero frisar que existem muitos grupos xamânicos sérios e outros nem tanto, portanto não é facil saber se você está indo no caminho certo ou errado até que esteja lá, sendo assim, não me responsabilizo de forma direta, ou indireta, por qualquer prejuízo causado aqueles que porventura resolvam procurar sozinhos o que eu encontrei.
Não posso deixar de frisar uma questão muito importante sobre o ritual xamânico, que é o fato de que tudo no ritual está interconectado, sendo que todas as variáveis são importantes para o processo, a musica, o incenso, o ambiente no meio rural o em uma mata, sendo que a ayahuasca é só mais um elemento do ritual, e pode ser o elemento central, mas perderia completamente o significado e a razão de ser, caso fosse utilizada em condições diferentes, ou seja, fora do ritual; disso já se sabe, e também já se sabe que fora do ritual a ayahuasca é a apenas mais uma droga.
Porém defendo a ideia de que o xamanísmo é patrimônio de uma cultura, é uma forma de religião ou até mesmo rito, culto, ou chame como quiser, portanto perverter, ou interpretar o xamanísmo de forma preconceituosa ou para proveito próprio é a pior forma de imoralidade e falta ética que eu poderia ver alguém cometer, seja em nome de qualquer coisa que julgue ser verdade ou mentira, estará indo contra o patrimônio sagrado de um povo.
sábado, 9 de novembro de 2013
SOBRE A CONTAGEM DO TEMPO NO CÉREBRO HUMANO!
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
A senhora louca chamada "Psicologia"!!!
Depois de 500 anos de história, o Brasil ganhou uma tal de psicologia... a dita ciência do futuro que iria revolucionar a maneira como pensamos o mundo e a nós mesmos. Bom, não é bem assim, pois a psicologia não pode ter essa pretensão de querer mudar o mundo. Afinal o mundo que mude por si só. Mas se é assim então porque precisamos da psicologia?
domingo, 26 de maio de 2013
Um homem extraordinário - Dale Breckenridge Carnegie
- Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas
- Como Evitar Preocupações e Começar a Viver
- Como Falar em Publico
terça-feira, 28 de agosto de 2012
O importante novo livro de Charles T. Tart, O Fim do Materialismo
Ao lado de Lawrence LeShan, Stanislav Grof, D. Scott Rogo e Sam Parnia, Tart (foto) constitui em um dos autores indispensáveis e mais sérias no controvertido e ainda pouco conhecido, como se deve, universo da Parapsicologia. De fato, sua autoridade é tão grande que pretensos parapsicólogos de gabinete, à exemplo do folclórico Pe. Quevedo, o citam constantemente, muito embora Tart tenha desmentido as alegações de Quevedo sobre supostas afirmações que Tart nunca fez sobre os experimentos de Rhine na universidade de Duke (e que, segundo a fantasia de Quevedo, teriam provocados distúrbios mentais em voluntários) fragorosamente em carta ao pesquisador brasileiro Wellington Zangari, aproveitando a mesma para por abaixo as pretensões quevedianas a um auto-reconhecimento internacional que não existe.quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Um Pouco mais sobre W. Reich
POLÍTICA E SEXUALIDADE NA TRAJETÓRIA DE REICH:
VIENA (1927–1930)(*)
[POLITICS AND SEXUALITY IN THE TRAJECTORY OF REICH: VIENNA (1927–1930)]
(Para acessar o artigo em arquivo do word, clique aqui)
(*) Artigo originalmente publicado em
Encontro – Revista de Psicologia, vol. 11, n.o 14, jul-dez 2006, p. 62-77
Ailton Bedani
Psicólogo, Psicoterapeuta da Corporalidade,
Mestre em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo,
Coordenador Pedagógico do Programa de Formação em Abordagem Clínica Reichiana e Gerenciador deste Espaço ORG2.
Paulo Albertini
Prof. Dr. do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo.
Resumo: Este estudo aborda o trabalho de cunho sexo-político que Wilhelm Reich empreendeu em Viena, entre 1927 e 1930, quando ainda pertencia à Associação Psicanalítica Internacional. Procurou-se, mais especificamente, focalizar: a) a construção do engajamento social de Reich e as formulações teóricas em que ele se apoiou; b) as propostas de intervenção social que estiveram sob sua coordenação e sua filiação à perspectiva preventiva; c) o confronto que o autor estabeleceu com a teoria cultural freudiana. Quatro fontes de dados foram consultadas no material reichiano: os textos publicados no período 1927-1930; os escritos que ele publicou anteriormente, contendo noções utilizadas em sua produção sexo-política; trabalhos editados posteriormente, nos quais o autor reavalia a etapa aqui considerada; e uma entrevista concedida por Reich, em 1952, aos representantes dos Arquivos Sigmund Freud. Ao final, as principais características da sexologia-política reichiana, do período aqui estudado, são arroladas e discutidas.
Palavras-chave: pensamento reichiano; sexualidade; política, psicanálise.
Abstract: This study concentrates on the sex-political works undertook by Wilhelm Reich in Vienna, between 1927 and 1930, when he was still a member of the International Psychoanalytical Association. More specifically, we aim at examining: a) the construction of Reich’s social engagement and the theoretical apparatus he based himself upon; b) the proposals for social intervention under his management, and his affiliation to the preventive perspective; c) the confront promoted by the author with Freudian cultural theory. Four sources of data were referred to among Reich’s works: the texts published in the period between 1927-1930; the writings he had published earlier, containing concepts used in his sex-political production; works edited afterwards, in which the author reexamines the period we focused on; and an interview given by Reich, in 1952, to the spokespersons of the Sigmund Freud Archives. At the end, the main characteristics of Reich’s Sexology Political, from the period we analyzed, will be listed and discussed.
Keywords: Reichian thought; sexuality; politics, psychoanalysis.
Link para o artigo:
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
What is evolutionary psychology?
In the three and a half centuries since William Harvey proved that the purpose of the heart is to pump blood, physiologists have revealed the functional organization of the body in blinding detail. Their discoveries demonstrate beyond question that the structure of the body serves survival and reproduction. Further, there is near unanimity among biologists that this functional structure is a product of natural selection. In our century, psychologists have developed powerful techniques that conclusively demonstrate that cognition, too, has structure. Evolutionary psychologists are betting that cognitive structure, like physiological structure, has been designed by natural selection to serve survival and reproduction.
Evolutionary psychology focuses on the evolved properties of nervous systems, especially those of humans. Because virtually all tissue in living organisms is functionally organized, and because this organization is the product of evolution by natural selection, a major presumption of evolutionary psychology is that the brain, too, is functionally organized, and best understood in evolutionary perspective. It is clear that the body is composed of a very large number of parts, and that each part is highly specialized to perform a specific function in service of the survival and reproduction of the organism. Using the body as a model for the brain, it is a fair guess that the brain, too, is composed of one or more functional parts, each of which is also specialized to facilitate the survival and reproduction of the organism (we'll get to genes in a bit). Thus, according to evolutionary psychology, neural tissue is no different from any other tissue: it is functionally organized to serve survival and reproduction. This is the foundational assumption of evolutionary psychology. Because vision, hearing, smell, pain, and motor control are indisputable functions of the nervous system that clearly have utility for survival and reproduction, this assumption has a high degree of face validity. Further, these examples suggests that the brain may best be conceived not as an organ with a single function, but rather as composed of a large, and potentially vast number of functional parts. Evolutionary biologists refer to the functional components of organisms as 'adaptations'. Evolutionary psychologists often refer to brain functions as psychological adaptations, although they are not qualitatively different from other adaptations.
The functional organization of the body has been elucidated primarily by the direct examination of morphology. A detailed analysis of the structure and composition of our organs and tissues has resulted in an excellent understanding of their purpose. Unfortunately, this has not been the case with the brain. The gross morphology of the brain appears to have little connection with its functional properties. Although we have a fair understanding of nerve cells--the primary constituents of neural tissue--the properties of the brain clearly come from higher order assemblages of such cells, not just the cells themselves. This is just as true of organs like the heart as it is of the brain. Because nerve cells can rapidly change state (e.g., their firing rate), because such state-changes involve little energy, and because they can be well insulated from their neighbors, it is possible for a nerve cell to be in one state, whereas some of its close neighbors may be in completely different states. This is in marked contrast to, say, muscle cells. If one muscle cell is involved in a contraction, then nearby cells almost certainly are as well. Neural tissue is quite different. Even the individual states of nerve cells in a network depend critically on the topology of the network itself. Further, assemblages that are actually distinct may have a complex three-dimensional distribution that can be very difficult to untangle. These properties of neural tissue make it exceedingly difficult to "see" the morphology of neural assemblages--with few exceptions, the network topology of virtually our entire brain is currently "invisible." It exists at a scale above the individual cell, but well below that which can be teased apart with any imaging technology currently available. Until recent decades, much of our immune system was similarly "invisible."
Evolutionary psychology offers one way around this technological limitation. If researchers had a sound basis for proposing brain functions a priori, they could then seek indirect evidence that brains in fact have these functional properties. Philosophers and scientists had long wondered why living things are made up of an amazing array of beautifully designed mechanisms, an organization which non-living things completely lack. Why is it that entities that reproduce manifest overwhelming evidence of design, but entities that don't reproduce are utterly devoid of the same? As Darwin and Wallace first perceived, the association of reproduction and design is not accidental. Evolution by natural selection is currently accepted as the only process whereby entities can acquire functional properties. Functional organization is the consequence of the reproductive feedback that characterizes natural selection. If a population of reproducing entities (hereafter organisms) varies in some trait, if the variations can be passed on to offspring, and if, as a consequence of possessing a particular variant, an organism produces more offspring on average than organisms that lack that variant over evolutionary time, then the population will come to consist solely of organisms possessing the reproductively efficacious variant trait. In this way, populations of organisms will tend to acquire traits that facilitate reproduction and lose traits that hinder reproduction.
We now know that what is passed on to offspring is a large DNA molecule that is further partitioned into numerous sections called genes. Because the structure of this DNA is intimately bound up with the structure of the organism, variations in the DNA are strongly associated with variations in the organism. Changes in DNA are referred to as mutations, and result from environmental hazards such as radiation, toxins, etc.
Reproduction is an enormously complex process. At any given moment in the human body, there are thousands of process that, should they fail to complete successfully, would result in death within minutes. For this reason, any given random change in the body is likely to hinder survival and reproduction, not facilitate it. There are far more ways for a mechanism to fail than there are ways to improve it. How many times has a change occurred to your car so that it got much higher than the EPA estimated miles-per-gallon rather than much lower? Thus, the vast majority of DNA mutations result in changes to the body (also called the phenotype) that hinder reproduction. Occasionally, however, a mutation occurs that results in a change to the phenotype that facilitates reproduction. Because this mutation can be passed on to offspring, and because this mutation tends to result in more offspring, the mutation becomes more frequent in the population. Over time, this process will result in organisms that have a sophisticated repertoire of mechanisms that facilitate reproduction
We now have the answer to the question posed above: what functions is the brain likely to perform? If brain tissue is organized like all other tissue, it will perform precisely those functions that facilitate reproduction. More accurately, because evolution by natural selection is an historical process, and because the future cannot be predicted, the brain and body will perform functions that facilitated reproduction (note the past tense). Whether they currently do so will depend on how closely the present resembles the past. If we can develop an accurate picture of a species' reproductive ecology--the set of physical transformations that had to occur over evolutionary time for individuals to reproduce--we can infer those properties the organism is likely to have in order to ensure that those transformations reliably took place. Evolutionary time, the time it takes for reproductively efficacious mutations to arise and spread in the population, is often taken to be roughly 1000-10,000 generations; for humans, that equals about 20,000-200,000 years.
Over the last 200,000 years, humans regularly encountered spiders and snakes, creatures whose toxins would have significantly impeded the reproduction of individuals unlucky enough to get injected with them. Over the last 100 years, humans have regularly encountered automobiles, encounters that also can seriously impede reproduction (e.g., by getting run over). Because 200,000 years is long enough for humans to evolve protective mechanisms, but 100 years isn't, we can predict that humans may well possess an innate aversion to spiders and snakes, but not to automobiles--even though far more people are currently killed by cars than by spiders or snakes. Once we have firmly established that avoiding spiders and snakes would have reliably facilitated the reproduction of ancestral humans, we can then design experiments to determine whether humans in fact possess an innate, cognitive ability to detect and avoid these animals (more on how to do this below). A major lesson of evolutionary psychology is that if you want to understand the brain, look deeply at the environment of our ancestors as focused through the lens of reproduction. If the presumptions of evolutionary psychology are correct, the structure of our brains should closely reflect our ancestral reproductive ecology. Thus, evolutionary psychology provides a method for perceiving the functional organization of the brain by studying the world--currently a far more tractable problem than disentangling neural assemblages.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
JA DIZIA O VELHO POETA, RECORDAR É VIVER!
Eu vou postar outra vez, e denovo e quantas vezes for preciso postar esta porcaria de obra do Freudinho, na net, nos shares da vida, onde quer que seja... e não adianta querer fazer denûncia de quebra de direitos autorais, mesmo porque a porcaria da obra da vida do Freudinho já está liberada na França, na Espanha e em um monte de outros lugares onde os mercenários da industria gráfica já não apitam mais como aqui no Brasil...
Pronto ... tai o link ... agora quero ver o desocupado que vai tirar o link do ar... http://www.4shared.com/folder/qb4HDVj3/Freud.html
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
O QUE SÃO OS MAPAS CONCEITUAIS
conheça o material completo para criação de mapas conceituais em nosso blog de mapas conceituais.... http://mconceitual.blogspot.com/
sexta-feira, 15 de julho de 2011
MENTES PERIGOSAS: O psicopata mora ao lado!
terça-feira, 12 de julho de 2011
OS PERIGOS DAS MENSAGENS SUBLIMINARES
sexta-feira, 1 de julho de 2011
PSICO-GATO
Como ver o mundo pelos olhos de seus gatos.
Se você estiver tentando disciplinar seu gato por causa de seu mau comportamento – não funciona! De fato, pode ter o efeito contrário e tornar a situação ainda pior. A punição física pode aumentar a agressividade porque aumenta o medo do animal, já que ele não vai saber se a mão vai acariciá-lo ou bater nele. Logo vai aprender a associar suas mãos à dor e ficar com medo de você – o que, acho, não é sua intenção.
Se você estiver tentando disciplinar seu gato por causa de seu mau comportamento – não funciona! De fato, pode ter o efeito contrário e tornar a situação ainda pior. A punição física pode aumentar a agressividade porque aumenta o medo do animal, já que ele não vai saber se a mão vai acariciá-lo ou bater nele. Logo vai aprender a associar suas mãos à dor e ficar com medo de você – o que, acho, não é sua intenção.
A terapia da brincadeira usa um brinquedo interativo (como uma varinha com uma linha na ponta ou um pequeno brinquedo a ser lançado) – vale uma bolinha de papel, ou um saco de plástico, ou caixa de papelão, no caso dos meus. É uma maneira maravilhosa de fortalecer os laços, construir confiança ou acelerar o processo de aceitação de um novo membro da família. No caso dos gatos agressivos, direciona sua agressividade pra o brinquedo, ou invés de você.
Se seu gato recém-adotado sempre pula sobre seu velho gato que dorme, inocentemente sobre o sofá, talvez ele ainda não tenha aceitado, completamente, a nova casa ou o gato mais velho. Você pode até gritar e bater, mas tudo o que vai conseguir é convencê-lo de que estava certo em odiar seu gato residente.
Casos de gatos que rejeitam suas caixas de areia e fazem de sua sala ou quarto, o banheiro deles: se as caixas não forem limpas de forma constante, se não houver uma boa quantidade de areia ou se tiver outro gato na casa, para disputá-la – é bingo na certa! Verifique se a caixa é limpa com regularidade, não fique mudando a marca da areia toda hora. A caixa tem o tamanho adequado ao seu animalzinho? Está localizada num local de fácil acesso? Se o outro gato da casa estiver de pirraça atrapalhando seu acesso, deixe-os bem afastados um do outro. Se for preciso, instale uma daquelas portinholas de abrir, na porta de algum cômodo e coloque uma outra caixa, temporariamente lá, por segurança. NUNCA! Coloque as caixas perto das tigelas de água e comida! – os gatos são animais muito limpinhos e odeiam esse tipo de mistura de odores. Lembre-se: eles possuem o faro muito apurado... Um gato idoso com artrite pode não ser mais capaz de subir numa caixa com os lados altos – use caixas com lados bem baixinhos.
Gatos odeiam mudanças! Gatos odeiam mudanças! Gatos odeiam mudanças! O som do secador de cabelos ou o repentino surgimento de um travesseiro que cai, podem ser suficientes para convencer os gatos de que todos os quartos da casa são campos minados psicológicos. Obras em casa? Prepare-se para mais aborrecimentos do que os que terá com os pedreiros... Minimize-os reformando cada cômodo de uma vez e monte uma árvore de gato no cômodo menos afetado pela obra, para dar ao seu animal, um local seguro de ficar. Aliás – carpete numa casa com gatos? Nem pensar!!!
A agressividade do gato requer que você deixe de lado sua subjetividade e olhe para a situação, por meio dos olhos do seu gato. Ele é agressivo o tempo todo ou age de maneira agressiva sob determinadas circunstâncias? - Essa questão está me preocupando porque tenho planos de fazer uma obra grande em casa, ano que vem. Se um gato perde sua referência familiar, em caso de mudança de casa ou obra que mude, completamente, o aspecto de sua casa, passa achar em tudo uma ameaça, inclusive as pessoas novas que estão freqüentando seu espaço – os trabalhadores. Ele fica arisco e na defensiva, e pode vir a atacar o passante. Se, também, for levado para outro local que não o seu de costume, enquanto as obras se realizam, acontece a mesma coisa – podendo, também, se transformar numa depressão profunda. - Aprendi que, ao término da obra, seja lá o que tiver acontecido, tenho de fazer meus gatos se sentirem, novamente, em casa. E isso vai incluir sessões de brincadeiras diárias, em todos os novos cômodos da casa, de forma que associem, de forma positiva, cada centímetro do território. É nessa hora que deve entrar em ação a chamada “árvore de gato” – uma espécie de poleiro com vários andares, de onde eles podem ficar descansados, dominando o território, visto de cima. Também, as pessoas que passarem a nos visitar terão de agir com eles, como se não existissem – nada de coitadinho do bichinho e coisas assim – eles entendem e ficam piores.
Em caso de mais de um animal, cada gato deve ter sua própria caixa de areia – de preferência afastada uma da outra, para eles não se estranharem. Também devem ter seus próprios momentos de brincadeiras com seus donos – individualmente, para assegurar sua confiança, sem que precisem atacar um ao outro. Também podem brincar os dois juntos, desde que haja o mesmo número de brinquedos – um deles sempre se sente rejeitado e se esconde. A autora sugere brincadeiras com sacos de papel e caixas de papelão – realmente, no caso da minha Babi é tiro e queda para a felicidade dela. Exercício e relaxamento, ao mesmo tempo, sem gastos ou sacrifícios. O suborno funciona – uma colherada de iogurte faz milagres. Dar-lhes agrados quando os dois estiverem presentes, permitirá que lembrem-se de coisas boas, quando estão juntos.
O estresse de ir ao veterinário gera muita raiva nos bichinhos – a Babi passa quase uma semana atacando o Dudu – quando esse momento tem de acontecer. E eles entendem, direitinho, quando vão ser levados pro banho ou para a vacina anual – basta começarmos a fechar as portas dos quartos, por menos barulho que façamos, que eles somem, desaparecem, sem rastros. Começa uma operação de guerra lá em casa – fecha porta, procura dentro dos armários, embaixo da cama, atrás do sofá. Achei um! Joga uma toalha e enrola para não ser retalhado pelas garrinhas afiadas – atira dentro da gaiola de transporte e leva pro pet-shop. Enquanto isso, o que ficou, mia e grita o tempo todo, como se estivesse sendo esquartejado. Aí ela chega de volta, toda perfumada e branquinha – sem unhas – e lá vai ele, quase enfartando. Quando volta, se esconde de nós e da Babi, dentro do primeiro armário que acha. Uffa! A autora sugere que a gente coloque a gaiola em algum espaço na casa, com uma toalha lá dentro, onde eles podem se enroscar, com alguma guloseima na frente, para que eles se familiarizem com ela e não a associem ao veterinário. Ou, então, que eles sejam levados para passear dentro da gaiola, com freqüência, e recebendo uma guloseima, ao acabar o passeio – realmente, acho isso muuuuuuuito difícil. Sugere, também que o tempo passado no veterinário seja o menor possível – e isso eu já faço – sempre marco nos primeiros horários e eles só descem, na hora certa de serem atendidos – recentemente, os dois passaram por um check-up com exames de sangue. Além de muito doloroso para eles, para mim foi uma tragédia – tiverem de ser raspados para enfiar a agulha e colher o sangue, o local ficou muito inchado, foram várias picadas até encontrar a veia certa – hum horror – nunca mais eles voltam nessa veterinária. Aliás, foi constatada baixa de plaquetas na Babi, que está tomando corticóide. O Dudu, que mais me preocupava, está bem, obrigado. Da próxima vez, só com algum tranqüilizante – para eles e para mim...
Casos de gatos que arranham os móveis: arranhar é uma coisa normal, e parte essencial da vida do gato, embora este seja o tipo de comportamento que faz os gatos serem punidos, doados ou sacrificados. No entanto, para um gato, arranhar é tão essencial quanto tirar um cochilo, ronronar, miar... Deixa as garras em boas condições; deixa marcas visuais (gatos são bichos territoriais) e olfativas (glândulas de odor nas almofadas das patas). Além de descarregar as emoções agressivas, ou de ansiedade. – providencie uma superfície para ele arranhar – para que um poste de arranhar seja bom, deve: ser resistente, ser alto, de material atraente (bem áspero) e ter boa localização (em seu local preferido).
Numa casa com muitos gatos, deve haver uma hierarquia. Mesmo que haja apenas dois, um será o dominante – o que escolhe a área para dormir ou que tem acesso primeiro, à vasilha e comida ou de água. Sempre que aumentar o número de gatos, deve-se esperar que haja um período de adaptação no qual o novato aprende a respeito de quais territórios pertencem aos veteranos.
Os gatos e sua água – a nossa gatinha, Babi, é doida pela água do banho do André, meu marido – mas só a água dele – vai entender. Sempre que a vejo bebendo dessa água cheia de sabão, corro para ver se não há mais água em sua tigela, mas sempre há.
Quando a Babi quer comer, ela se senta ao lado de sua tigela e espera pelo seu fiel dono para que ele coloque mais ração lá. Às vezes até ainda tem comida, mas ela sempre quer mais um pouquinho só – e seus donos bem treinados, o fazem.
Árvore de gatos – poleiros criados para permitir que animal aproveite a segurança de espaços elevados. Algumas empresas a fabricam e tem um site aqui do Rio, especializado nisso: www.gataria.com.br – você escolhe o tipo de tapete, cor e altura, acompanhada às vezes de arranhador. Deve ser colocada perto de uma janela ensolarada, para que eles fiquem observando as modas, aliviando o estresse, sem serem incomodados.
No livro, o texto aborda gatos que chupam roupas de seus donos – os meus não fazem isso, mas a Babi – sempre a Babi – tem um hábito engraçado: perfurar com dentes os sacos de plásticos que estejam á vista. Parece um rendilhado de trabalhos manuais em papel manteiga.
Há um equilíbrio a ser alcançado entre o gato enquanto gato e o gato enquanto membro da família. Embora vejamos o gato como filho, devemos ter certeza de que satisfazemos as necessidades de gato de nossos gatos. Isso envolve dar condições a eles de terem saúde emocional, física e mental. Para isso, devemos também considerar que os gatos vivem muitas das emoções que nós vivemos: estresse, depressão, etc. Como eles parecem muito auto-confiantes, ás vezes subestimamos a dor que podem estar sentindo. E não podemos nos esquecer da dar provocada pelo luto. Quando um dos animais morre, desaparece da vida do que fica, sua vida vira de cabeça para baixo. O que fica ainda consegue sentir o cheiro do que se foi, mas ele não está em lugar nenhum. E para piorar as coisas, o que fica vê sua família agindo de forma triste e estranha. Principalmente – para um gato estressado que ainda não superou a morte de seu companheiro, o repentino acréscimo de um filhote não é bem-vindo nessa hora. O que fica perde toda a sua área de segurança porque o filhote passa como um trator – a vida torna-se uma busca diária por um lugar para se esconder. O que fica precisa de tempo para se recuperar e precisa da atenção de seus donos para saber que nada em sua vida mudou. A chegada de um filhote cheio de energia na vida de uma gata velha, pode ser demais. O tempo das brincadeiras com o que gato que ficou pode ajudá-lo a ter menos trauma e a passar por esse período de transição de forma menos solitária. Às vezes, quando estamos sofrendo por causa do luto, nos agarramos ao gato sobrevivente de forma quase dependente. Isso pode deixar o que ficou, muito nervoso. Seja confortador, não sufocador.
Ao final do livro, a autora coloca uma estória comovente sobre um gato e seu dono incomum – não vou relatar a estória aqui. Leiam o livro para saber sobre a relação de um homem muito doente com seu animal de estimação e a preocupação dele sobre como o gato ficaria depois de sua morte.
Pensei que era mais um desses livros sobre coisas fantásticas ou bizarras que os gatos tem feito, ao longo da História. Mas, não – é um livro quase didático – dá muitas dicas de uma psicóloga de felinos, sobre os estranhos comportamentos de nossos queridos amigos e como devemos lidar com eles. Para mim foi muito instrutivo e confortador. Quero ler mais sobre a autora e outros livros dela.
DOWNLOAD DO LIVRO!
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Atendendo a pedidos!!!
...muitos me escreveram pedindo alguma coisa sobre a psicologia do desenvolvimento. Como eu já tinha postado antes um livro muito bom sobre o assunto, vou apenas repetir a postagem, pois este livro é realmente completo e deu um trabalhão pra achar ele disponível na net:
Esta obra apresenta uma abordagem multicultural extensiva sobre os aspectos do desenvolvimento físico, cognitivo e psicossocial do ser humano. As autoras enfatizam as influências culturais e históricas no desenvolvimento humano e apresentam uma abordagem cronológica, descrevendo os aspectos do desenvolvimento em cada período da vida de forma detalhada, com casos e exemplos ilustrativos.
Baixe aqui!
sábado, 23 de abril de 2011
Filogenese e psicobiologia!
“A ênfase tem sido colocada no entendimento da estrutura atual da mente humana sem levar em conta sua evolução. Não é exagerado dizer que as teorias da estrutura cognitiva são edificadas principalmente sobre estudos da mente humana como manifestações da sociedade pós-industrial e educada, e sob estudos acerca da capacidade dos computadores”. (DONALD, 1999, p.14)
Seria interessante notar que Donald, faz na citação acima uma critica velada, porém contumaz, a tendência da psicologia de estruturar seus trabalhos, técnicas e instrumentos em um sistema de pesquisa que de um lado nega as forças e fraquezas filogenéticas, ao fazer avaliações de cunho cognitivo. Diga-se que quase todas as teorias cognitivistas que procuram avaliar o construto mente, o fazem de uma forma muito desvinculada do universo psicobiológico, ou seja, do extrato fundamental do qual provem o ente examinado, o biológico. Por outro lado se apóiam enormemente em amostras populacionais, pesquisas fundamentadas em categorização, qualificação, e quantificação, para no final emitirem uma resposta hipotética que tem como aval a estatística.
É bem verdade que os estudos no campo da psicologia do desenvolvimento humano avançaram sobre maneira, porém ainda são inciptas no que diz respeito ao fato dos psicólogos terem uma quase nula, ou nula, idéia de desenvolvimento fenotípico e as implicações disso, na interpretação de dados de origem biológica, comportamental ou cognitiva. Não nos interessa falar de personalidade, ou leitura da capacidade projetiva, pois isso instigaria comentários demasiadamente civilizados para serem científicos.
A capacidade de síntese por parte do psicólogo que interpreta dados de cunho sócio-cultural, deixa a desejar, ficando ainda mais prejudicada, quando nos remetemos ao fato de que os psicólogos em sua grande maioria, não se interessam pelo estudo da gênese da inteligência humana. Oras, se não se sabe de onde veio a inteligência, suas transformações, estádios, e hipóteses evolutivas, como podemos pensar em medi-la, ou mesmo, tentar entender a relações sociais ou culturais dessa inteligência. Nota-se assim que os construtos de avaliação psicológica são modulares, deixando de avaliar questões como a continuidade das forças evolutivas, que vêm sofrendo, no ser humano, na sociedade, ao longo de um período que extrapola a escala histórica comum, alterações gigantescas para serem subestimadas. As pressões seletivas não deixaram de existir no seio da sociedade dita civilizada, nós a vemos como uma força que se manifesta naturalmente ao nosso redor, durante os embates sociais e políticos, na marginalidade dos guetos da miséria humana, onde falta de um tudo. Não se pode escapar à economia contida na complexidade das sucessivas tentativas de adaptação ontológico-social, que se manifestam como impulsos de vida em nossa espécie.
No que tange aos esforços que se tem feito na área da psicologia da educação, notáveis pesquisas, como é o exemplo do construtivismo, que teve como mola mestra as idéias do biólogo Piaget, encontramos o eco de um pragmatismo que muito se faz necessário ao contexto da avaliação psicológica, os testes piagetianos demonstraram, que o conhecimento sobre a biologia do desenvolvimento é muito mais útil à psicologia, que em outras áreas onde se pode encontrar essa disciplina científica, sendo estudada com mais afinco e interesse.
As nosologias, de origem psiquiátrica e psicanalítica, utilizadas em grande medida no psicodiagnóstico, para alguns psicólogos, só estão sendo utilizadas, por falta de um sistema legitimamente criado pela própria psicologia para avaliar os quadros que se apresentam na clinica psicológica, por outros como meio de continuar a tradição que etiqueta os pacientes com o selo do CID ou do DSM, ou mesmo com análise do pai da psicanálise.
Ambas as tradições, psiquiatria e psicanálise, se firmaram desde o século XVIII, tendo sua base na biologia e nas ciências médicas, comprovando a necessidade dos psicólogos em serem mais pragmáticos na construção de teorias, que se pretende dedicar ao estudo e aplicação clínica.
As lutas travadas no terreno das ciências psi, contra os modelos hospitalocêntricos, biomédicos, enfim que pretendem negar o paralelismo psicofísico, ou se tornam demasiadamente metapsíquicas, ou exageradamente estatísticas, evidenciando a tendência modal de estudos sociais, ou a tendência a um saudosismo filosófico, negando a fenomenologia biológica.
Como se pode notar as falhas estão na base da estrutura da maior parte das psicologias que se sustentam sobre as pernas da filosofia, e da estatística, sem terem a profundidade suficiente para se alicerçarem sobre o tripé biológico-evolutivo ou psicobiológico, negligenciando nossa condição de seres biológicos. Como disse DONALD, somos uma [..] “sociedade pós-industrial e educada”, [...] em demasia, para nos dedicarmos ao estudo psicobiológico, preferindo debruçarmo-nos [...] “sob estudos acerca da capacidade dos computadores”, [...]como se fossemos máquinas que a natureza criou prontas, e com a memória suficientemente vazia para abrigar qualquer coisa que a alimente, sem a necessidade de questionar nossa própria história como seres vivos. Talvez o grande recalque da humanidade esteja em admitir que é humano, biológico e comparável a seus primos mamíferos.
DONALD, Merlin – Origens do Pensamento Moderno - Fundação Calouste Guilbenkian – Lisboa, Portugal, 1999.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
The Evolving Self: A Psychology for the Third Millennium
Harper Perennial | June 3, 1994 | 384 pages | English | ISBN: 0060921927 | File type: PDF | 1.6mb
In this wise, humane inquiry, Csikszentmihalyi ( Flow: The Psychology of Optimal Experience ) argues that genetically programmed behaviors that once helped humans adapt and multiply now threaten our survival. These traits include obsessions with food and sex, addiction to pleasure, excessive rationality and a tendency to focus on the negative. A University of Chicago psychology professor, the author also believes we must free our minds of cultural illusions such as ethnocentric superiority or identification with one's possessions. He urges readers to find ways to reduce the oppression, exploitation and inequality that are woven into the fabric of society. Further, he wants us to control the direction of human evolution by pursuing challenging activities that lead to greater complexity while opposting chaos and conformity. Each chapter concludes with self-help questions and mental exercises designed to help readers apply the insights of this literate manifesto to their daily lives.
Download link:
http://depositfiles.com/files/b31w950ft
http://www.megaupload.com/?d=SSLSQ6UC
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Meritocracia, ou exclusão?
Por Kelvi Colare, 23 de dezembro de 2010.
Que tipo de iniciativa social é essa, que fala de inclusão e age com combatividade e exclusão em tudo que faz? É simples notar que existe nesse conceito um paradoxo, que pode elevar um cidadão ao topo do mundo, ou lança-lo no abismo da exclusão. Esse é um sistema doente de pensamento, que domina a sociedade e a cultura de nosso tempo, baseado no poder e na exclusão.
Se o homem, que se diz avançado, precisa competir com os mais fracos e roubar deles até aquilo que não possuem, se essa sociedade é considerada normal, eu prefiro continuar sendo anormal... se essa sociedade é considerada saudável, eu prefiro continuar sendo doente... se essa sociedade é considerada avançada eu prefiro continuar sendo primitivo... pois ser considerado ajustado em uma sociedade doente, é ser doente, do meu ponto de vista.
***
Adendo:
Em um mundo onde 1% da população possui 40% da riqueza do planeta, em um mundo onde 34 mil crianças morrem de fome diariamente de pobreza e de doenças evitáveis, e onde 50% da população vive com menos de 2 dólares por dia, uma coisa está clara:
Algo está muito errado! Estejamos cientes disso ou não, o sangue nas veias de todas as nossas instituições estabelecidas e portanto da sociedade em si, é dinheiro. Logo entender essa instituição de política monetária é essencial para entender porque nossas vidas são como são. Infelizmente economia é freqüentemente um assunto visto com confusão e tédio. Seqüências infinitas de termos financeiros, aliadas a cálculos intimidadores, fazem as pessoas rapidamente deixar de tentar entendê-la. No entanto o fato é que, a complexidade associada ao sistema financeiro é somente uma máscara, criada para ocultar uma das estruturas mais socialmente estagnantes, que a humanidade já tolerou em toda a sua história e existência.
Johann Wolfegang Von Goethe (1849 – 1832).
terça-feira, 19 de outubro de 2010
ESTRUTURA CLINICA: NEUROSE, PSICOSE E PERVERSÃO
(Apresentação de tema em slides do PowerPoint)
Apresentação em slides: Universidade de São Paulo - USP, Ribeirão Preto.
Departamento de Psicologia da Educação...
Disciplina: Personalidade III
Docente Responsável: Profª. Drª. Leda Verdiani Tfouni.
Docente Convidada: Profª. Elci Antonia de Macedo Ribeiro Patti.
Professora Colarboradora: Profª Leni Pimenta.






