terça-feira, 19 de outubro de 2010

ESTRUTURA CLINICA: NEUROSE, PSICOSE E PERVERSÃO


(Apresentação de tema em slides do PowerPoint)

Apresentação em slides: Universidade de São Paulo - USP, Ribeirão Preto.

Departamento de Psicologia da Educação...


Disciplina: Personalidade III
Docente Responsável: Profª. Drª. Leda Verdiani Tfouni.
Docente Convidada: Profª. Elci Antonia de Macedo Ribeiro Patti.
Professora Colarboradora: Profª Leni Pimenta.



domingo, 17 de outubro de 2010

O gene egoista!???



      O gene egoísta foi publicado em 1976.Se propunha a condensar o enorme corpo teórico já produzido para compreender como espécies surgem e se diversificam, como indivíduos se relacionam e colaboram entre si e a ir além. Richard Dawkins inovou de muitas maneiras.Introduziu uma linguagem informal e metafórica numa área dominada por reflexões densas e fórmulas matemáticas. Subverteu a percepção intuitiva da importância dos organismos e dos grupos: o gene é quem comanda, quem busca perpetuar-se. Os organismos são máquinas de sobrevivência construídas pelos genes, num processo competitivo em busca da máquina mais eficaz. E a influência dos genes não para aí. Organismos interagem entre si e com o mundo inanimado, e assim alteram seu ambiente e promovem a propagação de genes presentes em outros corpos. 
     Um dos livros mais aclamados da história da divulgação científica, ele não só apresenta a biologia evolutiva de forma acessível, mas acrescenta uma interpretação metafórica que inspirou gerações de biólogos e simpatizantes: somos máquinas de sobrevivência a serviço dos genes. Desde a sua publicação, foi traduzido para mais de 25 idiomas e sucesso de vendas pelo mundo todo. É ainda um livro atual, que continuará a ser referência obrigatória para quem se interessa pela evolução da vida. Esta edição comemorativa dos trinta anos de publicação traz uma nova introdução do autor.


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Krishnamurti, filosofo, místico e com profunda visão psicológica...




Jiddu Krishnamurti (telugu: జిడ్డు కృష్ణ మూర్తి) (Madanapalle, 11 de maio de 1895 - Ojai, 17 de fevereiro de 1986) foi um filósofo e místico indiano. Entre seus temas estão incluídos revolução psicológica, meditação, conhecimento, relações humanas, a natureza da mente e a realização de mudanças positivas na sociedade global. Constantemente ressaltou a necessidade de uma revolução na psique de cada ser humano e enfatizou que tal revolução não poderia ser levada a cabo por nenhuma entidade externa seja religiosa, política ou social.
Com seus três irmãos, os que sobreviveram de um total de dez, acompanhou seu pai Jiddu Narianiah a Adyar em 23 de janeiro de 1909, pois este conquistara um emprego de secretário-assistente da Sociedade Teosófica, entidade que estuda todas as religiões. Reza a tradição brâmane, a qual a família era vinculada, que o oitavo filho toma no batismo o nome Krishna, em homenagem ao deus Sri Krishna, de quem a mãe, Sanjeevamma, era devota; foi o que aconteceu com Krishnamurti, a quem foi dado o nome de Krishna, juntamente com o nome de família, Jiddu.
Com a idade de treze anos, passou a ser educado pela Sociedade Teosófica, que o considerava um dos grandes Mestres do mundo. Em Adyar, Krishnamurti, foi 'descoberto' por Charles W. Leadbeater, famoso membro da Sociedade Teosófica (ST), em abril de 1909, que, após diversos encontros com o menino, viu que ele estava talhado para se tornar o 'Instrutor do Mundo', acontecimento que vinha sendo aguardado pelos teosofistas. Após dois anos, em 1911 foi fundada a Ordem Internacional da Estrela do Oriente, com Krishnamurti como chefe, que tinha como objetivo reunir aqueles que acreditavam nesse acontecimento e preparar a opinião pública para o seu aparecimento, com a doação de diversas propriedades e somas em dinheiro.
Krishnamurti assim foi sendo preparado pela ST; algo, porém, iniciou sua separação de seus tutores: a morte de seu irmão Nitya em 13 de novembro de 1925, que lhe trouxe uma experiência que culminou em uma profunda compreensão. Krishnamurti em breve viria a emergir como um instrutor espiritual, e dito Mestre extraordinário e inteiramente descomprometido. As suas palestras e escritos não se ligam a nenhuma religião específica, nem pertencem ao Oriente ou ao Ocidente, mas sim ao mundo na sua globalidade:
"Afirmo que a Verdade é uma terra sem caminho. O homem não pode atingi-la por intermédio de nenhuma organização, de nenhum credo (…) Tem de encontrá-la através do espelho do relacionamento, através da compreensão dos conteúdos da sua própria mente, através da observação. (…)"
Durante o resto da existência, foi rejeitando insistentemente o estatuto de guia espiritual que alguns tentaram lhe atribuir. Continuou a atrair grandes audiências por todo o mundo, mas recusando qualquer autoridade, não aceitando discípulos e falando sempre como se fosse de pessoa a pessoa. O cerne do seu ensinamento consiste na afirmação de que a necessária e urgente mudança fundamental da sociedade só pode acontecer através da transformação da consciência individual. A necessidade do autoconhecimento e da compreensão das influências restritivas e separativas das religiões organizadas, dos nacionalismos e de outros condicionamentos, foram por ele constantemente realçadas. Chamou sempre a atenção para a necessidade urgente de um aprofundamento da consciência, para esse "vasto espaço que existe no cérebro onde há inimaginável energia". Essa energia parece ter sido a origem da sua própria criatividade e também a chave para o seu impacto catalítico numa tão grande e variada quantidade de pessoas.
A educação foi sempre uma da preocupações de Krishnamurti. Fundou várias escolas em diferentes partes do mundo onde crianças, jovens e adultos pudessem aprender juntos a viver um quotidiano de compreensão da sua relação com o mundo e com os outros seres humanos, de descondicionamento e de florescimento interior. Durante sua vida, viajou por todo o mundo falando às pessoas, tendo falecido em 1986, com a idade de noventa anos. As suas palestras e diálogos, diários e outros escritos estão reunidos em mais de sessenta livros.
Reconhecendo a importância dos seus ensinamentos, amigos do filósofo estabeleceram fundações, na Europa, nos Estados Unidos, na América Latina e na Índia, assim como Centros de Informação, em muitos países do mundo, onde se podem colher informações sobre Krishnamurti e a sua obra. As fundações têm carácter exclusivamente administrativo e destinam-se não só a difundir a sua obra mas também a ajudar a financiar as escolas experimentais por ele fundadas.

Faça o download de alguns livros de Krishnamurti no link abaixo:



segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Republicando no Psieditions - Aldous Huxley - As Portas da Percepção




 Ensaio posterior ao As Portas da Percepção, também trata da ingestão de mescalina, sob o ponto de vista de ser um dos meios de conhecer “antípodas da mente” (áreas desconhecidas, inconsciente), sendo outro meio citado o hipnotismo. Visa acrescentar alguns pontos esquecidos no ensaio anterior, essencialmente a questão da possibilidade de uma experiência negativa com alucinógenos, talvez por motivos fisiológicos, mas, principalmente, por motivos psicológicos.
          Huxley afirma que a mescalina altera a percepção, tornando conscientes coisas que o cérebro ignora em seu estado normal por serem inúteis a sobrevivência. Interfere, possivelmente, no sistema enzimático, diminuindo a eficiência do cérebro como válvula reguladora de informações percebidas.
O autor cita a obra Diário de uma Esquizofrênica em suas descrições do inferno na experiência visionária: pode haver existencialismo aterrador, claridade elétrica e implacável, percepção muito apurada, sensação de estar mais presa ao corpo e à condição. O exemplo é utilizado para traçar um possível paralelo entre os efeitos de droga e os sintomas da esquizofrenia, de forma que o desequilíbrio químico que há em ambos os casos fosse semelhante, especulação já feita em As Portas da Percepção.
          Huxley descreve mudanças drásticas na percepção, com luzes e cores intensificadas, ampliação dos valores (passando ao significado puro), visualização geométrica (enxerga-se “desenhos dentro de desenhos”). O autor afirma que nos antípodas da mente estamos quase livres de linguagem e conceitos. Há ainda uma descrição de componentes comuns nas experiências visionárias, como pedras preciosas, vidro, paisagens; e a interpretação em termos teológicos e tradução artística da experiência.
          Ótimo ensaio, não servindo apenas de complemento ao anterior, mas sim como nova visão sobre a percepção humana e os possíveis desdobramentos desta.




domingo, 15 de agosto de 2010

Mérito da psicologia - contraponto ao crer biomédico...?..




Prevenir as enfermidades, mediante mudanças na atitude, na dieta e na conduta não é o ponto mais importante na existência do indivíduo, é somente cuidar da saúde física. Talvez o mais importante disso seja, que ao fazer está tentativa, se fazemos de uma maneira interessada e voluntária, estamos promovendo uma mudança em nosso interior, o que fatalmente influenciará nossa saúde. Mas este campo do conhecimento já é conhecido antigo da psicossomática, e não é novidade.
O que talvez seja novo é, a observação de que o corpo humano, evolucionou durante milhões de anos, para manter uma inteligência de alto nível, ou possibilitar que essa inteligência se manifestasse através de um corpo apropriado. Isso não seria importante, a não ser por um detalhe, para fazer isso, para evoluir a tal ponto, se adaptando aos reveses do meio, e ao mesmo tempo em que superava os obstáculos naturais, este ser, pode aprender com isso e aperfeiçoar suas ferramentas internas, agregando conhecimento em todas as suas partes, agregando um repertório de conhecimento incalculável, nos levando a refletir sobre a suprema sabedoria do universo.
Nosso corpo é capaz de fabricar medicamentos assombrosos, tranqüilizantes, anestésicos, imunomoduladores, antipertensivos, e etc. São substâncias que o corpo pode sintetizar na dose e no momento adequado, para o órgão que necessite deles, sem efeitos colaterais, e o melhor, já vem todos no frasco (nosso corpo).
Tomando essa direção, é possivel compreender uma série de enfermidades, e também compreender muito sobre as respostas curativas, que se desencadeiam no corpo e na mente, não somente a fisiologia do fenômeno em si. Levando à seguinte questão: É possivel manter um estado de equilíbrio entre as forças deste sistema vivo, que podemos chamar "corpo-mente", durante um período considerável de tempo?
A resposta talvez venha da observação dos "marcadores biológicos, que mostram que o envelhecimento nos seres humanos está muito mais associado a um fenômeno psíquico, que propriamente físico, ou seja os animais e seres humanos envelhecem de maneira diferente, indicando não só um cronograma genético diferente, mas também pode-se observar diferenças significativas entre o envelhecimento dos indivíduos (humanos).
Assim o envelhecimento humano é variável, se acelera em condições de estresse, se torna lento quando há um namoro a vista, mas o mais importante é que nesse meio podemos encontrar fenômenos de cura, demonstrando que a "cura" é algo que está contido de certa maneira no ser humano, e que pode acontecer independentemente do que dizem os médicos, pois quando elas ocorrem, a grande maioria deles não sabe explica-la a contento.
"Trabalhar com a cura, é muito diferente de tratar a doença, tratar a doença, não pressupõe conhecer ou mesmo conseguir o fenômeno de cura."
A pressão arterial, a densidade óssea, a regulação da temperatura corporal, a porcentagem de gordura no corpo, a quantidade de colesterol, bom ou ruim, a capacidade de utilizar o oxigênio, a massa e o tônus muscular, o nível de hormônios sexuais no corpo humano, são todos biomarcadores que nos transferem a idéia de idade física de alguém, independentemente da questão cronológica. Mas será que é possivel modificar esses biomarcadores na direção oposta, ou seja, "rejuvenescer", restaurar o equilíbrio e a função perdida ou atrofiada? Creio que sim.
Ao medir biomarcadores de pessoas que passaram a vida em condições de estresse, vemos a clara distinção entre estes biomarcadores, e não estamos sequer esbarrando no assunto dos marcadores psíquicos, pois se o fizermos, podemos constatar processos degenerativos crônicos, como o Alzheimer, que deixa claro a influência da mente sobre o corpo.
Tudo isso deixa muito claro, que os problemas não estão somente no corpo físico, mas que em sua origem crônica, que é a mais difícil de ser tratada pelas técnicas médicos atuais, há uma porcentagem, para não dizer uma totalidade de causas centradas no campo psíquico. Indicando que o problema não está no corpo, e sim no - que passamos a chamar, por convenção de idéias - "corpo emocional".
Sim, corpo emocional, ou seja, o sistema encarregado de utilizar o repertório comportamental, ou mesmo , recursos de qualidade e quantidade de energias significativas para o indivíduo, na tentativa de manter o corpo físico, sendo chamado de corpo, pois exibe características análogas e observáveis às encontradas em outros corpos, no sentido de que é uma entidade mais ou menos autônoma, ao integrar um sistema maior, o sistema "mente-corpo". Mas talvez a característica mais fundamental do termo, e que o designaria melhor, o conceito de que é um corpo, seja ele de qualquer natureza, é de que é um sistema, algo unitário e age como um sistema, e por isso se pode constatar sua existência, como entidade, ou corpo, classificando-o assim , para efeito de entendimento.
Podemos concluir que, temos infinitas dimensões, e nessa multidimencionalidade em que nos manifestamos, a nossa consciência, troca de posição, revezando nas dimensões que observa, passando a experimentar as manifestações de uma natureza particular, ao entrar em contato com essa natureza, ou seja, experimenta, pensamento, pela mente, ou corpo mental, (entidade particular, ferramenta, ou como queira). Experimenta emoções pelo corpo emocional, e recebe estímulos físicos pelo corpo físico. Está claro para mim, que ao dividirmos dessa maneira o todo, o indivíduo podemos observar de forma isolada estes fenômenos, e até chegar à conclusão a que Freud chegou em 1800, falo da teoria da causalidade. Mas será que temos também uma dimensão causal. Creio que sim, ainda que não possamos entende-la como corpo, pois estaríamos remetendo a idéia de que o todo causal é um corpo, com características distintas de individuo para indivíduo. Assim acreditava Freud, por isso não aceitava a idéia de inconsciente coletivo, propósta por Jung. Ou mesmo desprezando fenômenos, como o da sincronicidade, que demonstra a existência de uma acausalidade, algo que foge ao universo das explicações de causalidade, dadas pela ciência. O mais correto talvez fosse observar que todos os outros sistemas, ou corpos, estão aninhados, na causalidade e também na acausalidade, simultaneamente, ou seja, no que a ciência quântica passou a chamar de "campo unificado da experiência (ou consciência)".

O Campo unificado é a tentativa de explicar nossa multidimensionalidade e a maneira como a nossa personalidade é constituída, extratificando-a para que possamos entende-la, e pressupõe que se estamos imersos no campo unificado, poderiamos, em tese, operar fenômenos nesse campo. Fenômenos como os explicados pelo Dr. Jung, como fenômenos do inconsciênte coletivo, ou até mesmo a cura, partindo de pressupostos psicosomáticos.