domingo, 26 de julho de 2015

Ensaio sobre o caráter beligerante das relações humanas e sociais.

(texto literário, sem compromisso científico)



Desde que o mundo é mundo, o homem só sabe fazer guerra, tanto que os maiores avanços de nossa civilização ocorreu exatamente em períodos de guerra.
Quero partir do pressuposto do auto isolamento, ao qual o homem se entrega por força de sua cultura e por escolha própria.  Esse auto isolamento é uma forma de se defender psicologicamente daquilo que poderia gerar angustia ou frustração, naqueles momentos em que temos que disputar alguma coisa com outro ser humano. 

Nota: "como você pode perceber, o vídeo abaixo, que ajudava a desenvolver mais profundamente o assunto aqui tratado, foi deliberadamente, propositalmente retirado do Youtube", sendo assim coloquei outro, que acredito que deve durar um tempo online!

(vídeo sobre o isolamento digital)



(mapa conceitual sobre o isolamento digital)

Um território, uma conquista material, uma luta social. São conflitos que colocam frente a frente dois universos multifacetados, tangenciados por motivos diversos, sentimentos, pensamentos, razões antagônicas. Tal é a força desta disputa, que algo tem que ceder e se é assim, que seda a consciência.
Num entorpecimento da consciência, proporcionado por um distanciamento intencional de aspectos humanos do outro, nosso sentimento de compaixão fica atrofiado, colocando em campo todos os piores instintos, adormecidos em nosso componente animal, na disputa de território e conquistas, desde os períodos mais anteriores da infância, quando tínhamos que sugar o leite materno ou morrer, aprender a morder com os primeiros dentes, ou deixar de se alimentar, mas já ensaiando os primeiros instintos dos narcisos  sádicos, ao deixar de sentir a dor do outro.
Se a estratégia de guerra mais conhecida é "dividir para conquistar", fomos divididos em nossa consciência, naquilo que nos conecta ao outro, em nosso sentido humano, naquilo que nos liga como família universal, para que nos conquistassem a consciência, a verdade, a justiça, o saber e para que esses valores entrassem em decadência, restando somente o intelecto de um animal racional, que não tem pudor de cometer as piores atrocidades em nome da sobrevivência.


Hoje somos um espécie em franca decadência, num planeta que tende a esgotar rapidamente os recursos que mantém a sobrevivência de nossa espécie. Em parte, ou quase completamente, essa decadência foi promovida por nós mesmos, mas os principais responsáveis por esse caos social, econômico e biológico foi, de um lado, o distanciamento, incentivado e patrocinado pelas grandes corporações, e do outro a ganancia desmedida da classe política, que demarcaram os aspectos desejáveis (para si mesmas), e excluíram outros aspectos humanos que poderiam nos aproximar mais de uma espécie em franca expansão e progresso.


Há quem pense que somos todos soldados em um exercito, que tem que lutar para sobreviver, ao sair à rua, ao disputar palmo a palmo os postos sociais escassos. Derrubando toda e qualquer ameaça ao status social vigente, defendendo os valores de um sistema falido.
E tudo por um pedaço de pão, um carro, uma casa, ou outra coisa qualquer que poderíamos facilmente conseguir, caso nossa boa vontade humanas falassem mais alto no sentido do progresso e não da guerra.
A guerra, a luta, a disputa trazem sim algumas conquistas efêmeras, mas ao mesmo tempo, limitam estas conquistas ao quinhão daqueles que se impõe de forma narcisista e acabam por amealhar fortunas as custas do sofrimento, da miséria, da exclusão e da morte de muitos.  Ou será que poderíamos pensar que não somos todos protagonistas neste palco bizarro da vida?
Cada vez que pagamos um imposto (e hoje mais que nunca), somos como financiadores, mesmo que de forma escrava, dos projetos das grandes corporações, apoiadas por nossos governos corruptos e manietados, comprados a preços módicos para controlar a sociedade civil a custa de nosso bem maior, que é a força de trabalho.


Esta força de trabalho que nos faz semelhantes a robôs de uma linha de produção, peças escravizadas e perfeitamente substituíveis por um mar de bebês que surge todos os dias nas margens da sociedade, famintos e necessitados de um tudo. De educação, de comida, de acolhimento, mas que só encontram um mundo hostil, que irá lhes ensinar como primeira lição, como ser orgulhosos e egoístas, como disputar palmo a palmo as migalhas do pão, caído da mesa das grandes corporações.
 

Quando Marx falou sobre a burguesia, ainda era fácil saber quem dava as cartas marcadas, desse jogo de zumbis manietados, mas hoje os abutres se escondem atrás das insígnias dos exércitos, para saquear, roubar, calar a boca daqueles que ousarem desafiar sua astúcia. Os psicopatas não mostrarão sua cara, pois sabem, que se o fizerem, a fúria das multidões os condenaria. E mesmo quando ocorre de algum bode expiatório aparecer na mídia, os diretores desta peça teatral de péssimo gosto, manipulam os dados, colocando o réu em liberdade mais rápido que o inocente que está preso injustamente.
A pior forma de hipocrisia, fruto da beligerância de nosso tempo, talvez seja  a das militâncias, que repetem sem cessar o chavão do “vem vamos embora que esperar não é saber”. Pois nessa marcha incluem todos os famintos aqueles que se quer fazer ignorantes de sua própria missão, que é a de ser um exercito de marionetes a serviço da riqueza alheia.  Bêbados, drogados, prostitutas, ladrões, já se amontoam nas cadeias, fruto da desigualdade e da injustiça social, acabam por se tornar sucata em um deposito de gente considerada imprestável para o propósito ao qual abdicaram por escolha própria. O propósito de marchar como zumbis a favor de uma economia predatória, que explora tudo e todos sem distinção e que mata sempre o mais fraco, ou aquele que não concorda com esse jogo sujo.


Disputa desigual de forças que aniquila as minorias, os índios, os pobres, os pretos, os deficientes, os marginalizados, os ignorantes, os “diferentes”. Sim os diferentes, pois aquele que não se enquadra no estereotipo forjado pelas mentes que ditam o normal, a moda, os símbolos de status social e direcionam a massa pouco critica, assim o querem.  Para que haja aumento do consumo em detrimento do humano, do social, do valor que nos distingue dos animais.
E porque queremos seguir assim? Não existe saída para esta situação em que nos encontramos? Sim existe, mas dependeria de um esforço comum e quase impossível de se conseguir, de 6.900.000.000 pessoas, que são a soma da pobreza da terra. 
 A tecnologia também contribui para esse estado de coisas, ela é a precursora direta do chamado avanço de nossa civilização, mas por outro lado, foi esta mesma tecnologia que criou esse monstrengo de nosso tempo, chamado desequilíbrio natural, e que vai nos engolir a todos, ou pelo menos os 99% da população pobre do mundo, quando a crise chegar ao limite da guerra, da fome, da miséria, ou da doença, ou tudo isso ao mesmo tempo.
Não é preciso ser profeta para prever esse triste fim, só é preciso saber fazer os cálculos que nos colocam na linha de tiro dessa batalha injusta e covarde financiada por poucos e mantida por muitos.
Não somos todos iguais, não estamos de braços dados, e não ouvimos a canção do nosso tempo, que sussurra em nossos ouvidos surdos, a morte de tantos quantos caíram ao longo do caminho, em lágrimas, sangrando e esperando que as flores vencessem o canhão. Todos nós estamos perdidos, ao pensar que temos que empunhar uma arma para vencer, que a nossa pátria amada nos ama como filhos e que nossa luta tem razão de ser. Somos peças descartáveis, substituíveis e que se moem como a cana no engenho, para extrair a garapa de nossas almas, a energia de nossas vidas, o consumo ao qual estamos escravizados.

A guerra não é mais nas trincheiras, ela está onde quer que haja uma televisão, um celular, um eletrônico desses, que são feitos para rastrear nossa vida, descobrir nossos gostos, nosso consumo e nos atrelar à roda de prestações a perder de vista, fazendo assim o papel macabro de nos escravizar por vontade própria. Como se pode ver, os barões do café, do leite, do ouro e do antigo imperialismo brasileiro deram lugar aos monopólios do mundo, aos impérios chamados Coca-cola, Samsung, Mitsubishi, Microsoft e muitos outros, que são resguardados a peso de ouro, pelos nossos poderes instituídos com a finalidade mentirosa de nos proteger e manter a ordem e o progresso da nação.

Ordem e progresso que são agora a falácia mais horrenda que se poderia escrever em uma bandeira, motivo de chacota em todo o globo, que ri e faz piadas com o nossa decadência moral, com a corrupção e com a perversidade que adultera e corrompe as paredes dos prédios de Brasília e os palácios dos estados, as prefeituras e suas secretarias fétidas de tanta corrupção, a troco de migalhas do pão tirado da mesa dos pobres.

Mas as migalhas de muitos são a soma dos bilhões roubados, desviados, sugados dos campos de petróleo, das hidrelétricas, dos campos e das construções. São eles que promovem o distanciamento dessas mentes doentes e degeneradas, que ajudam a promover a miséria e o caos. Só não percebem, que no final, todos nós seremos vitimas dessa guerra absurda e sem vencedores.

Quem sabe faz a hora. Quem tem saber, conhecimento, quem conhece a verdade deveria sim, empunha-la e dizer não! Basta, de tanta hipocrisia! Mas as mentes enfraquecidas, pode-se dizer mesmo, animalizadas pelas condições sub-humanas em que se encontram, não podem opor resistência a marcha dos canhões. Assim prossegue a humanidade, com passos de formiga e sem vontade. Nesse pseudo-progresso, de que tanto fazem marketing, para nos distanciar da visão de nossa própria condição de mulas.

Somos todos iguais somente naquilo que nos distancia de nossa felicidade, na miséria de nossos corações e mentes. Não somos uma civilização desenvolvida, somos uma civilização falida, de tanto financiar a riqueza de uns poucos.

COLARES, K. 2015

terça-feira, 7 de julho de 2015

A BU"RR"OCRACIA DA PSICOLOGIA...


Sabe ... eu não costumo criticar algo assim logo de cara, geralmente eu tento analisar a problemática de todos os ângulos possíveis e com muita neutralidade. 
Até porque uma das características que definem se um psicólogo é um bom profissional, é se ele tem essas características: ampla visão do problema e neutralidade, sem falar em aspéctos da dialética e do contexto bio-psicosocial, histórico e até cultural. 
Mas como já deu pra notar e de maneira resumida, alguns autores e colegas descrevem a psicologia como, "a arte da critica" e eu concordo com eles. Mas como já era de se esperar, tenho que ser critico, ao contrário de muitos, no momento em que começo a analisar minha profissão, sob um ângulo diferente. Aquele ângulo em que, sou uma variável ativa no processo terapêutico, ou até em um contexto organizacional.
Minha preocupação primeira é o código de ética e depois dele, um milhão de coisas que interessam ao CRP, CFP, Conselho de Ética, diretos humanos do meu cliente, processos de documentação e catalogação das informações relativas aos serviços prestados como psicólogo, a papelada do fisco, a burocracia do pagamento de contas, a falta de mobilidade profissional, a falta de critérios para uma autoavaliação de classe.
Em boa parte esses aspéctos burocraticos, são por força da cultura brasileira, que está imersa no politicismo de nosso tempo, onde temos que fazer vista grossa aos crimes dos outros e ainda assim aguentar a quase total falta de respeito aos nossos direitos de cidadão, de profissional, de ser humano.
E afinal para que servem os direitos se não os exercemos, ou sequer os conhecemos?
Digo mesmo, colegas, que ainda vivemos num país em que, por hipocrisia, que disfarça a postura escravocrata e mesquinha sob a aparência dissimula de um estado de soberania, o faz para manter a massa incauta na escuridão total de seus direitos naturais. 
Basta ver os escândalos de corrupção em que morremos afogados todos os dias, quando somos assaltados na bomba do posto de gasolina, ou no supermercado. 
Ou alguém aqui se esqueceu que psicólogo anda de carro, moto, come, dorme, e tem que satisfazer todas as necessidades de um ser humano e até pagar imposto? 
Apesar de que alguns tem essa mania de querer salvar o mundo, isso não é para a grande maioria, rélis mortais como nós, que nascemos longe do berço esplêndido. Mas que mantemos o lindo pendão da esperança, sob o símbolo augusto da falta de atitude política.
Ao sair da universidade, com aquelas palavras do juramento fresquinhas na cuca, somos já de pronto surpreendidos com o primeiro choque de realidade, o pagamento do CRP, do sindicato, a falta de emprego, e a falta de especialização. Afinal todos foram avisados, durante todo o curso, que iam ter de concorrer ferozmente com seus pares, por um lugarzinho ao sol da profissão. Pena que alguns não acreditam nesse aviso. Senão desistiriam já no primeiro mês de curso. Mas não é de sonho e ideal que lutamos para nos graduar e abraçar a causa? Não!?
Esses talvez sejam aqueles que seguem pela vida vivendo um sonho encantado do qual não faço parte, não por falta de opção, mas por falta de grana mesmo.
Não estou reclamando da atual conjuntura da crise econônico-social que atravessamos todos nós. Estou tentando, meio que desesperadamente, fazer uma reflexão urgente, mas que parece não ir a termo por nada. 
Esta reflexão que diz: "colega, você já notou como somos explorados nesse país? 
Já notou que pelo fato de sermos psicólogos, não estamos vivendo a parte dessa triste realidade?...
Pois é, e pra que pensar nisso?!
Para que "queimar a mufa" com algo que parece não ter solução? ... ou no mínimo é muito improdutivo...
Mas veja bem, o que você pode oferecer de diferente, como psicólogo, aos seus clientes, se a maioria deles, por eterna culpa nossa, não sabe nem o que faz um psicólogo?
Que tipo de pergunta você acha que o dono de um empresa de consultoria iria fazer no primeiro contato com você, ao se apresentar para fazer uma proposta?
A realidade tem me mostrado que a pergunta não é: "Você acha que minha organização é mais para o modelo x, y, ou z?" Ou mesmo: "Você acredita mais em processo, resultado ou atuação em RH?"
Eu tenho certeza que não, a pergunta cabal e que estala sempre nos ouvidos é: O que você sabe fazer? Qual a sua experiência?
Isso quando não vem aquela pergunta cretina e desconcertante, que tira todo o ar dos pulmões na tentativa de formular uma resposta, apesar da pergunta ser muito simples: "Você é um bom psicólogo?"
Como responder a essa pergunta, se a gente nem sabe o que um psicólogo tem que fazer para ser um "bom psicólogo"... seria mais fácil ser um "psicólogo bom". Questão de ponto de vista...
Ou seja, isso já deixa claro que a maioria dos empresários com os quais tive esse tipo de contato, não sabem nada de psicologia. Lógico que não estou generalizando, sempre existem pessoas estudiosas em suas áreas e bem informadas. Mas a maioria não é nem uma coisa, nem outra. 
Por um simples fato. 
Nem todo mundo precisa gostar, ou querer estudar, ou mesmo se aproximar da psicologia. A maioria das pessoas no meio das exatas e biológicas, não curte nécas de psicologia, com relação aos empresários e cidadãos que não necessariamente optam por ter uma boa formação, isso é ainda mais preocupante.
Lembre-se que para ser empresário ou cidadão, não é exigido ter formação, ou mesmo educação, ok!?
Isso se não mencionarmos a tão sonhada clínica, que todos os terceiranistas sonham em montar.
Nem preciso falar que quando um psiquiatra encaminha um paciente para a nossa clínica, a maioria já diz logo de cara: "Dr. (mesmo sem ter doutorado), o senhor acha que sou louco? "
Eu acho que não preciso desse tratamento.
Bom esse assunto, por si só, já dá muito pano pra manga, melhor cortar caminho.
Pois bem, deu pra notar que ninguém sabe o que o cara lá da sala com a plaquinha de psicologia, ou RH na porta faz?
Ele é um cara soturno que aplica aqueles testes estranhos, ou que faz aquelas dinâmicas de grupo nada haver... então...!
Concluíndo meu pensamento, depois de tanta lenga-lenga, 'me sinto ingessado, amordassado, morto, pois aqueles que deveriam contribuir como atores no palco de atuação da psicologia, para que ela fosse algo que interessasse, ou pelo menos fosse entendida; essas pessoinhas, parece que fazem de um tudo para que a tal psicologia continue a não ser 'nada-com-nada'... 
Mergulhados nesse monte de informação, que parece não dar a mínima para o teti-a-teti com a sociedade.  Ou pelo menos é isso que as pessoas com quem eu falo e que são leigas, tem conseguido formular como imagem da psicologia no âmbito de atuação social.
A pergunta que não quer calar ao final de tanta critica é: "será que não dá pra complicar menos o contato do profissional com as pessoas, que são o principal alvo de interesse de um psicólogo?"
Ou nós temos que continuar fechados lá na salinha preenchendo a papelada morta?
Nessa sociedade de consumo em que vivemos, não é de bom alvitre ao psicólogo, fazer propaganda. Isso por si só, já parece um contrassenso terrível, pois seria o primeiro passo para que a sociedade nós visse como profissionais...mas não é o caso, infelizmente.
Bom ... já disse o que penso do código de ética e do respeito aos preceitos éticos da psicologia, mas o problema não é a ética, é a atuação, ou a falta dela... deixo isso bem claro.
vou deixar essa discussão em aberto, propositadamente, pois quero ver como isso ecoa.. si é que vai ter eco.

domingo, 24 de novembro de 2013

DMT a partícula de Deus.



Meus irmãos, sem sombra de duvida, esta é a minha publicação mais polêmica e talvez a que faça mais sentido em minha vida e no contexto das experiências atuais pelas quais já me propus vivenciar.
A história começa a muito tempo atrás, bem antes da minha iniciação na grande ciência da psicologia, pois desde que nasci fui sendo introduzido no conhecimento espiritual por meus familiares que comungam da doutrina espírita. A partir desta iniciação, passei a perambular de filosofia em filosofia, ciência em ciência, doutrina em doutrina, na esperança de encontrar algo que pudesse me mostrar um caminho a seguir, um parâmetro de continuidade, um sentido, um destino. Mas de forma meio aleatória a minha busca foi agregando outras coisas, pois o conhecimento somado obviamente resultaria em algo diferente de tudo o que encontrei até então e isso é uma construção minha.
O fato é que, em um momento de crise eu me deparei com sérias limitações em minha forma de compreender e viver no mundo, a minha terapêutica estava em ruinas, a casa estava velha e suja. Está contradição era implacável e me levou ao desequilíbrio muitas vezes e de forma intensa corroía minha alma, dilacerava meu espírito, e tragava meu corpo me enfraquecendo de muitas maneiras distintas. Como uma sede que não sedia a nada, uma febre sem esperança de cura, uma guerra interna que fatalmente teria que ter um desfecho ou me aniquilaria de qualquer maneira, tragando minha individualidade no nada coletivo.
A esperança nas terapias estava descartada, afinal eu já havia procurado muitas delas e julguei que nenhum tratamento era indicado para o meu mal estar. Não era depressão, nem ansiedade, não era trauma, nem complexo, nem nada que pudesse ser descrito num compêndio de saúde qualquer que fosse. Até porque os meios de tratamento que me haviam sido apresentados deixavam uma brecha através da qual não poderia deixar de escapar. Tal falha era o fato de que esses métodos de terapia, ou ajuda, ou tratamento (chame como quiser), não tinham espaço para o tratamento da minha questão, que era do espírito, e não da mente, da personalidade, do corpo, sendo que o mais razoável que eu poderia aceitar seria o tratamento da alma, considerando que tais tratamentos são muito mais comuns em doutrinas e religiões, que em terapias convencionais ligadas à psicologia, psicanálise, e etc.
Foi então que percebi que meus dias de terapeuta estavam contados, ou pelo menos eu teria que saber separar muito bem o terapeuta de outra coisa qualquer que já despontava em mim. Coisa essa que definitivamente não era nada relacionado ao meio da saúde, tal como a prática da saúde é instituída em nossa sociedade atual, mas que interferia de maneira definitiva sobre todos os campos da minha vida, e mais especialmente sobre a minha convicção em ser ou não um psicólogo capaz e competente. Pois bem a divisão de águas estava clara para mim, bastava então saber que rumo tomar, o que buscar para preencher a lacuna que faltava, pois sem solucionar está questão critica eu não podia seguir.
Depois de muita meditação e ponderação sobre o tema, me deparei com um apelo no youtube sobre xamanísmo, e de pronto pensei: “mas o que é isso rapaz?! Você vai começar a procurar nessas práticas?! É o fim da picada”.
Mas algo aguçou minha curiosidade, e me fez seguir em direção ao conteúdo do tema, abrindo paginas e mais paginas que podiam ser pesquisadas e que me dessem informações sobre tais práticas. Então a curiosidade virou busca, a busca virou sede e a sede não ia cessar sem uma resposta plausível, que justificasse a minha adesão à ideia, mesmo que fosse parcial, ou teria que aceitar a desistência e descarte da ideia. Até que numa dessas paginas comecei a ler sobre um princípio ativo chamado DMT (Dimetiltriptamina), encontrada em um chá comumente chamado de ayahuasca, um tipo de poção mágica indígena antiga, que é conhecida popularmente por ter o efeito de “expandir a consciência”. Eu me dizia o tempo todo: “garoto, você está muito mal mesmo, olha só com o que você está perdendo seu tempo, um enteógeno, uma droga, pare já com isso, pois isso não vai te levar a nada”!
Depois de ler muito a respeito do tema, de fuçar em tudo que pude encontrar, de classificar o princípio ativo, ler a respeito de muitos casos, dos efeitos colaterais e de mais de um milhão de coisas, eu estava muito mais interessado do que antes. Foi então que conclui que talvez tenha chegado a hora de viver algo diferente.
Quero deixar claro que tais rituais iniciáticos, ou cerimonias de passagem e iniciação não eram nenhuma novidade para mim. O que talvez não seja verdade para todos. Digo isso pois qualquer um que se atreva a buscar tais práticas, deve no mínimo ter em mente que não é algo muito confortável, para muitos é pavoroso, terrível e de fato aniquilador, portanto não quero que ninguém pense que estou encorajando tais práticas. Muito pelo contrário, tenho em minha mente a firme convicção de que tais práticas não são para todos, e que em muitos casos elas podem ser mais iatrogênicas que terapêuticas. 
Que fique bem claro que não estou misturando as coisas, psicologia é uma coisa, e xamanísmo é outra totalmente diferente e sinceramente não creio que a psicologia no Brasil de hoje possa se abrir a ponto de incorporar tais práticas, isso seria insólito demais até para mim.
O fato de postar nesse blog o atual texto, é pura e simplesmente pelo fato de que eu quero postar e acabou-se. Não tenho porque me desgastar com explicações que não deixariam nada claro, e quero dizer que aqueles que não estiverem interessados nesta publicação tem a opção de não ler o artigo e pronto. Simples assim.
Já que foi feita a devida introdução ao tema, quero passar a relatar o que pode ter sido a maior descoberta de minha vida depois que aprendi a amarrar o cadarço do meu sapato com uns anos de idade.
Pois bem, consegui, nem me lembro como, um contato com um grupo de pessoas, que supostamente “comungavam da ayahuasca “, depois de algumas ligações e apresentações ficou tudo acertado para que eu pudesse participar de uma dessas reuniões, a qual passo a descrever apenas com os detalhes que interessam, a fim de preservar outros detalhes e pessoas que não vem ao caso trazer a público, afinal eu fui prontamente acolhido e ajudado, de uma maneira impressionante pelo grupo. E não pedi permissão para falar em nome deles. Seria antiético e desonesto falar abertamente aqui do que se passou. Mas algumas coisas pessoais a respeito do ritual e do que vivenciei lá, creio que não tenho porque não contar, tendo em vista que são coisas que se pode encontrar em qualquer site que fale do assunto.
Já no recinto do ritual, após uma pequena palestra - que serviu mais como orientação aos novos participantes - que teriam que ser informados a respeito de muitos pontos da prática, ficou determinado que se iniciaria o ritual, como esperado pela comunhão da bebida, ou seja, a ayahuasca foi servida a todos e depois iniciou-se uma dança ritual. O som embalava a dança e no inicio confesso que não sentia nada diferente, mas cerca de meia hora depois e ao fim da dança, fomos todos acomodados em cadeiras ou em colchonetes no chão, foi quando me dei conta de que algo muito diferente acontecia em mim. Algo que não é possível explicar em poucas ou talvez em muitas linhas. O coração batia forte, o suor escorria por entre o couro cabeludo, resultado do aquecimento proporcionado pela dança, mas havia algo mais, uma pressão intensa no topo da cabeça e na testa me fazia sentir como se uma corrente de alta voltagem passasse direto pela minha cabeça e se espalhasse pelo meu corpo todo que reagia de forma frenética e quase incontrolável ao impulso que vinha de cima. Era como se minha consciência se comprimisse na cabeça em pontos específicos, ou mesmo se ligasse ao meu corpo por ali.
Sons, a luz das velas, a sensação interna e a percepção de espaço e tempo se tornaram difusas e intensas, como se eu tivesse mergulhado em um outro campo, onde o peso da minha capacidade de perceber tivesse sido completamente alterado e ampliado. Mas não era apenas uma alteração neurológica, como as causadas por qualquer outro tipo de psicoativo. Até porque um enteógeno não é o que se pode classificar resumidamente como um psicoativo comum. Mas nem vou me dar ao trabalho de discutir dados técnicos que só interessam a um farmacologista aqui neste texto. O que mais chama a atenção a princípio é que uma força alheia a qualquer tipo de vontade física ou externa toma conta do cenário da consciência, e essa força é, nada mais nada menos que o “eu”, um eu verdadeiro, um self que não está mais revestido de qualquer máscara, ou persona, como diria Jung.
O aparecimento do eu no centro do palco da consciência é de longe a experiência mais intensa que alguém pode ter, é como se a mente se separasse totalmente do eu, e o eu já distinto da mente pensante e racional, pudesse fazer da mesma apenas uma sombra de si mesmo, uma ferramenta, como um computador sofisticado que tende a não parar de calcular e dar respostas. Mas nada disso acontece sem uma batalha intensa que se trava no interior. Uma batalha pelo controle, pela posse e cuidado da consciência, pelo espaço e domínio de algo que agora não era mais possível de ser dividido com a mente.
Como já era de se esperar, pelo menos no meu caso, o eu tinha que sair vitorioso, o eu tinha que derrotar as artimanhas da mente, um tipo de macaco tagarela que se intrometia em tudo e tentava a todo custo reassumir o controle de um território que não lhe pertencia.
O que é muito comum para a maioria das pessoas, mas não foi o meu caso, sendo que “não se sai dessa batalha sem entrar em um conflito devastador, com sigo mesmo", coisa que se externa na forma de um, ou vários vômitos, diarréias, e outros tantos tipos de somatizasões estranhas, bizarras a um observador despreparado. No meu caso, já estando acostumado aos meandros da meditação profunda e do estudo analítico, não foi dificil, nem incomodo travar essa batalha, foi ao contrário prazeroso. Mas ao observar os outros participantes, era como se eu pudesse a partir do meu eu verdadeiro olhar através de suas roupagens fisicas e ver o drama que se desenrolava em seus interiores. Verdadeiros espasmos do self, que se estranhava profundamente e muitas vezes levava os companheiros a projetar no corpo conteúdos que eram com certeza de fundo emocional. Tais manifestações de dor da alma, eram como que atualizações de estados doentios, fixações, regressões e outras psicoses de menos valia, mas que atam o sujeito a um plano de existência muito infantilizado e inconsciente. O problema de entrar em contato com esses conteúdos e passar por tais sintomáticas é que o self tende a se manter fixado nas projeções involuntárias da mente e isso causa desconforto, náusea, espasmos, tensões, ansiedade, depressão, e todas as psicopatoses de manifestação de crise que alguém possa experimentar. É simples resumir dizendo que a dor é a paixão da alma que insiste em se prender a um estado enfermisso e vicioso, confortável mas completamente acrisolado.
Uma coisa que fica bastante clara é que a mente faz ressurgir de forma ininterrupta, conteúdos com os quais não temos a mínima disposição de entrar em contato, e tais forças internas tentam sufocar de todas as maneiras o eu, seja na forma de projeções de emoções extremamente regredidas e intensas, que podem causar desde uma náusea, até a sensação de quase morte, passando por muitas outras experiências internas. Como por exemplo, o reviver de situações extremamente embaraçosas, vexatórias, desconfortáveis, e até produzindo alucinações de morte, de insetos percorrendo a pele, de vermes entrando ou saindo de orifícios no corpo e muitas outras manifestações que esmagariam um ego frágil ou cindido e que levariam um psicótico a um surto incontrolável e de consequências desastrosas para a saúde e o equilíbrio mental. Mas para aqueles que tem um ego suficientemente fortalecido, a ponto de se livrar das armadilhas propostas de forma insidiosa, ininterrupta e intensa pela mente, o perigo está descartado, e o resultado é conhecido por todos como um tipo de ganho, chamado de “limpeza”. A crença é de que tal movimento é como se fosse um expurgo de tudo que é ruim e que nos pode atrapalhar em nossa vida interna e externa. No meu caso penso nisso como uma oportunidade de conhecer meu self, que senti como um deus interno, algo imortal, algo sobre humano, e que é preexistente a qualquer tipo de concepção mental, da mais primitiva até a mais sofisticada. Isso por si só já é a solução de muitos de meus conflitos, e resulta nunca sensação de continuidade, como se esse deus interno pudesse ser acessado a qualquer momento, já que depois de expandida a tal nível, a experiência da consciência não pode mais ser apagada, ou seja, não se pode retroceder no que se viveu.
Gostaria de frisar que tal prática é muito mais intensa é poderosa para o self, ou ego, chame como quiser, do que milhares de anos de terapia ou análise. Mas os resultados falam por si mesmos, o que me alivia do fardo de ter que defender tais práticas. Sendo assim deixo outra coisa muito clara, “não quero falar a respeito dos resultados terapêuticos que observei ali, fosse em mim ou em outra pessoa, que estivesse participando, ou mesmo que tenha chegado ao meu conhecimento através do relato de caso. Para isso recomendo aos pesquisadores que arregacem as mangas e procurem como eu. Vivam e formulem suas próprias opiniões a respeito, e por favor, não saiam por ai apontando para algo que não conhecem, de forma critica, lembrando que não é só porque uma coisa é diferente, que tem que ser necessariamente ruim, ela só é diferente, e ponto, simples assim. Só quero frisar que existem muitos grupos xamânicos sérios e outros nem tanto, portanto não é facil saber se você está indo no caminho certo ou errado até que esteja lá, sendo assim, não me responsabilizo de forma direta, ou indireta, por qualquer prejuízo causado aqueles que porventura resolvam procurar sozinhos o que eu encontrei.
Não posso deixar de frisar uma questão muito importante sobre o ritual xamânico, que é o fato de que tudo no ritual está interconectado, sendo que todas as variáveis são importantes para o processo, a musica, o incenso, o ambiente no meio rural o em uma mata, sendo que a ayahuasca é só mais um elemento do ritual, e pode ser o elemento central, mas perderia completamente o significado e a razão de ser, caso fosse utilizada em condições diferentes, ou seja, fora do ritual; disso já se sabe, e também já se sabe que fora do ritual a ayahuasca é a apenas mais uma droga.
Porém defendo a ideia de que o xamanísmo é patrimônio de uma cultura, é uma forma de religião ou até mesmo rito, culto, ou chame como quiser, portanto perverter, ou interpretar o xamanísmo de forma preconceituosa ou para proveito próprio é a pior forma de imoralidade e falta ética que eu poderia ver alguém cometer, seja  em nome de qualquer coisa que julgue ser verdade ou mentira, estará indo contra o patrimônio sagrado de um povo.
Não tenho como dar o assunto por encerrado por mais que escreva, portanto deixo para o leitor uma dica: busque o xamanísmo se quiser compreender a sí mesmo, pois qualquer outro motivo para tal busca, não teria resultados positivos, muito pelo contrário. Seja honesto com você mesmo e não faça as mesmas escolhas que eu fiz, a não ser que tenha plena certeza do que quer, nunca por curiosidade ou especulação, até porque existem muitos caminhos para se chegar a compreender a partícula de Deus em você. Talvez o seu caminho seja esse, talvez não!

sábado, 9 de novembro de 2013

SOBRE A CONTAGEM DO TEMPO NO CÉREBRO HUMANO!

... Hoje resolvi escrever um texto relacionado à contagem de tempo no cérebro humano. Este texto nasceu da necessidade de alguns amigos em compreender como acontece essa coisa de o cérebro saber quando é hora de realizar tal tarefa. Na verdade não tenho a nenhuma intenção de comprovar minha teoria sobre o assunto, nem mesmo de embasar meu texto em algo previamente estudado, ou aceito, ou mesmo comprovado. De fato escrevo por crença em minha própria teoria e não por qualquer outro motivo.
Agora que expliquei o básico sobre o texto quero começar a falar de um tal de biorritmo, que é um fator muito importante para que nosso sistema nervoso central tenha uma idéia de que horas são, ... ou seja, o ritmo da vida é muito importante para todos os seres vivos que hábitam a crosta terrestre, pois eles necessitam desde a muitos milhões de anos de estimulos ambientais, como luz, calor, frio, vento e outros, para cumprirem suas funções vitais, de reprodução, movimento e crescimento, e etc... 
Sendo assim, desde os seres mais primitivos até os mais avançados biológicamente falando, o desenvolvimento está atrelado aos períodos, aos ritmos, às estações, ou às horas do dia, pois a vida segue esse fluxo desde sempre. Com isso o sistema nervoso dos animais das mais variadas espécies foi desenvolvendo ao longo dos períodos biológicos de evolução, caracteristicas que os tornassem sensiveis a tais modificações, por exemplo, sabe-se que os olhos humanos não tem somente a função de enxergar, pois como eles são sensiveis à luz, eles avisam o cérebro de que horas são de maneira aproximada. Tais fenomenos de fotosensibilidade acontecem também em plantas, que são sensiveis à luz e preferem reproduzir, ou mesmo se desenvolver em fotoperiodos onde haja mais luz e durante um periodo maior do dia, pois a oferta de energia é maior do que o consumo.
Com isso podemos deduzir de forma, mais ou menos exata, que o sistema nervoso humano responde a estímulos semelhantes ... ou seja, ele responde a demandas e ofertas de energia, mas não só a solar ou da luz, porém responde a muitas outras demandas e ofertas e demandas, entre as quais a foto-sensibilidade é apenas uma.

Outra coisa seria falar de como isso se dá no interior de nosso cérebro, porém não creio que exista um estudo que de conta de avalizar como o mecanismo de foto-sensibilidade funciona, pois creio que ele envolve vários sistemas do cérebro ao mesmo tempo ... desde o sistema límbico até áreas corticais, pois o cérebro do homem moderno aprendeu a conviver com várias formas de obtenção de luz e calor, e não está tão ligado aos estímulos particularmente diários e sazonais... 
Uma coisa semelhante acontece com galinhas poedeiras, elas são expostas à luz artificial durante um período maior do que a disponibilidade de luz solar, com isso elas respondem ao estimulo mais prolongado, comendo mais e produzindo mais ovos. Mas a questão é, durante quantas gerações elas deveriam ser expostas a estas condições pouco naturais até que se adaptassem completamente ao novo, de forma que seus cérebros criassem recursos para lidar com essa mudança? Na verdade eu não sei a resposta, só sei que provavelmente um ser humano não teria que enfrentar tal mecanismo adaptativo pois ele dispõe de ferramentas em áreas corticais que são capazes de lidar com esta e muitas outras mudanças ambientais pouco naturais. Quem já viajou de avião de um hemisfério ao outro do globo, já passou pelo fenômeno conhecido como JetLag, ou fadiga de viagem, que é uma descompensação do ritmo circadiano, que causa uma perda do referencial em relação ao fuso-horário local, atrasando ou adiantando o período de sono de forma assíncrona por mais de alguns dias.
De maneira geral pode-se perceber que o cérebro obedesce ao famoso ritmo-circádiano que designa um periodo de mais ou menos 24 horas em que se baseia o ciclo biológico de quase todos os seres vivos, sendo influenciados pela luz...

COLARES, K. 2013

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A senhora louca chamada "Psicologia"!!!


Depois de 500 anos de história, o Brasil ganhou uma tal de psicologia... a dita ciência do futuro que iria revolucionar a maneira como pensamos o mundo e a nós mesmos. Bom, não é bem assim, pois a psicologia não pode ter essa pretensão de querer mudar o mundo. Afinal o mundo que mude por si só. Mas se é assim então porque precisamos da psicologia?

Psicólogo não receita "remédio", não trata de nada que seja palpável, e nem sequer dá pra dizer o que o psicólogo está tratando, pois as ditas "doenças" no campo da psicologia tem outros nomes, como por exemplo, síndrome, transtorno, trauma e etc... ou seja, muito complicado e não quer dizer nada para o leigo.
Tem ainda a questão de que as ditas "doenças psicológicas" não tem remédio (leia-se cura) prescrito e aprovado, pois cada paciente é muito diferente um do outro, e talvez o que de resultado para 10 pacientes, não faça o mínimo efeito para outros 10. Sem falar que a teoria da causa e efeito de Descartes, não quer dizer nada para um psicólogo, pois os psicólogos que tem juízo suficiente já descartaram as ideias cartesianas, mecanicistas, lineares e até estruturalistas, pois já ficou bastante claro para muitos que o problema da psicologia não pode ser resolvido de formas tão diretas e simplistas, levando-se em consideração que o ser humano é um ente complexo, de subjetividade, cuja soma das partes não representa o todo, e que só pode ser compreendido, ainda que superficialmente de uma forma integrada, sistêmica, com avaliações (veja que eu usei a palavra avaliação, que sugere que algo será avaliado com o peso da avaliação de outro sujeito)  mais analíticas que quantitativas,  ou mais profundas que superficiais.
Já para os catedráticos o principal "passa tempo" em psicologia é teorizar coisas maravilhosas sobre o objeto da psicologia, sobre as viagens  de uns e de outros, "mas a ciência é assim", dizem eles em altos brados do topo de suas torres de marfim onde se refugiaram, talvez para não dividir o poder. Já para nós réliz mortais, cabe a conformidade, a normalidade e a saúde que os velhos da torre de marfim nos fazem portadores, como se fôssemos aquelas vitimas pequeninas das crianças que acabam de descobrir como se faz para esturricar formigas com uma lupa ao sol. Talvez por isso seja direito exclusivo dos psicólogos a aplicação de testes psicológicos, pois no final é a ÚNICA coisa que tem um psicólogo de concreto em sua avaliação é o tal teste psicológico.
Ridículo é aceitar que isso só é assim por conta de uma instituição de classe que cobra e fiscaliza, mas por outro lado não faz mais nada além disso, pois se fizesse, psicólogo não precisaria de um sindicado que o defendesse de sua própria instituição de classe. Salvo engano, parece que tudo isso é muito surreal, ilógico, estranho, descabido, horrível, pavoroso, e etc... e deve ser por isso que em 50 anos de psicologia no Brasil, ninguém, nem a classe médica leva a sério a senhora louca e senil chamada "Psicologia".
Pior de tudo é saber que alguém ainda pode querer me punir por dizer a verdade!!!
Fica o alerta aos que pretendem ingressar nessa carreira, "não se façam de rogados, esse é o futuro que os aguarda", um tipo de sacerdócio do poder de Isis, pouco valorizado e que cobra altos impostos, seja na forma de esforço para crescer, seja por tentar vencer as dificuldades do dia a dia da profissão, seja por ter que se conformar, pois nada irá mudar, a não ser que você mude.
Sendo assim envio meus carinhos e afetos aos colegas, pedindo que mais uma vez não se calem, pois não merecemos o desprezo da sociedade que ajudamos a construir com tanto esforço e dedicação. Outros até podem questionar dizendo: "Não somos desprezados, somos?". Mas pergunte a um psicólogo que trabalha em qualquer cidade média ou grande do estado de São Paulo e que recebe pacientes de um convênio médico ou do SUS, quanto ele ganha e você logo vai notar que existe um certo problema monetário no exercício da profissão de psicólogo. E também vai notar que isso só é assim, pois os próprios psicólogos e psicólogas se submetem a ganhar uma miséria e não percebem que fazendo assim eles desvalorizam a própria profissão ... !


Não se engane! Não se iluda! Não se venda tão barato, ser psicólogo custa caro!



Alguns poucos moucos e estranhos podem ainda argumentar, "mas é por amor à profissão", então digo a vocês:  SE É ASSIM MELHOR ATENDER DE GRAÇA!!!

domingo, 26 de maio de 2013

Um homem extraordinário - Dale Breckenridge Carnegie

Dale Breckenridge Carnegie (Maryville, Missouri, 24 de novembro de 1888Forest Hills, 1 de novembro de 1955) foi um escritor e orador norte-americano.
Autor de best-sellers como Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas e Como Evitar Preocupações e Começar a Viver, graças ao sucesso obtido chegou a ser conselheiro de líderes mundiais. Escreveu colunas em diversos jornais e teve o seu próprio programa de rádio. Fundou o que é hoje uma rede mundial de mais de 2.700 instrutores e escritórios em aproximadamente de 80 países em todo o mundo.

Download dos principais livros de Dale Breckenridge Carnegie em formato PDF: